13/11/2018

“Se não tiver nova diretoria, a Aidan vai fechar as portas”, diz presidente

Instituição não está falindo, mas atual presidente declara que, após 37 anos, precisa se afastar do cargo

Da redação

Uma reunião foi realizada na noite desta terça-feira (13) na sede da Assistência aos Idosos Desamparados de Artur Nogueira (Aidan). O motivo do encontro é referente a importância da eleição de uma nova diretoria para a entidade. Segundo o atual presidente, Clovis Sievert, após 37 anos, ele irá se afastar da função, no entanto, ressaltou que continuará como voluntário.

Cerca de 30 voluntários estiveram presentes na reunião

A nova eleição ou composição dos membros da diretoria está prevista para acontecer no dia 27 de novembro. Caso não haja pessoas interessadas em ocupar os cargos de diretor, tesoureiro e secretário, a associação pode fechar as portas a partir do dia 1º de janeiro de 2019. Hoje, a Aidan possui 30 idosos internos, que são atendidos por 29 funcionários de diversos setores, desde enfermaria e assistência social até cozinha e limpeza.

O custo para manter a entidade operando é alto – muito mais alto que os 33 salários mínimos recebidos de repasse da Prefeitura de Artur Nogueira por meio do Governo Estadual. Sievert afirma que, atualmente, a Aidan está bem financeiramente, porém revela que isso é possível apenas porque existem os eventos beneficentes. “Todo mês tem que ter um evento. No mês que não tem um evento, a Aidan passa apertado”, destaca.

O leilão de gado, por exemplo, arrecada verba suficiente para financiar a entidade por quase quatro meses. Além deste evento, outros também ajudam na manutenção do caixa. “Não estamos nadando no dinheiro, mas não estamos devendo nada a ninguém”.

Além dos 33 salários, as famílias doam as aposentadorias dos idosos para a manutenção da instituição, fechando 63 salários por mês. A dispensa mensal da Aidan, conforme o atual presidente, atinge em torno de R$ 90 mil.

Ao longo da reunião o presidente garantiu que a associação dos idosos possui saúde financeira. Contudo, mostrou o desejo de sair do cargo de liderança e permanecer apenas como voluntário. “Precisamos de uma nova diretoria. No ano passado fizemos três reuniões e de nada adiantou para se formar a nova gestão. Se não tiver uma nova diretoria, a Aidan vai fechar. Não queremos, mas é isso que pode acontecer”, alerta. Clovis Sievert exclama que há anos continua na função para que o grupo não feche.

Para se formar uma diretoria são necessárias seis pessoas (presidente 1º e 2º, tesoureiro 1º e 2º e secretário 1º e 2º), além do presidente do conselho. Sievert está confiante em uma futura nova chapa. “Vai dar certo e, graças a Deus, a entidade não fechará”. A próxima reunião para decidir novos membros da diretoria tem previsão para acontecer no dia 27 de novembro.

Aidan

Em operação há 41 anos, a Aidan começou como um albergue para abrigar pessoas que não tinham onde passar a noite. Foi crescendo aos poucos. O local começou a abrigar pessoas por mais de uma noite, pessoas que não tinha para onde ir ou condições de viverem sozinhas. Daí criaram o estatuto, contrataram enfermeiras, se adaptaram a legislações, ampliaram o prédio, e se tornaram o que são hoje.

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