25/03/2022

Vereadores votam contra extinção do cargo de assessor na Câmara de Artur Nogueira

Cinco vereadores foram contra a extinção do caro; apesar de já existir, nenhum vereador tem assessor parlamentar

Vereadores que estão de pé, foram contrários a extinção do cargo

Da redação

Uma emenda supressiva ao Projeto de Lei Complementar 001/2022,  de autoria do vereador Melinho (DEM), que pedia a extinção do cargo de Assessor Parlamentar do quadro de servidores da Câmara de Artur Nogueira foi rejeitada por 5 votos e acabou derrubada. Para ser aprovada, a emenda precisaria ser ter a aprovação da  maioria absoluta, sete votos favoráveis, o que não ocorreu.

A votação ocorreu na noite dessa segunda-feira (21) e foram contrários a extinção do cargo os vereadores: Cicinho, Henrique Teles, Beto Baiano, Zezé da Saúde e Adalberto Di Lábio. Foram a favor da emenda, mas acabaram derrotados os vereadores: Miltinho Turmeiro, Nando do Gás, Tenente Marcelo, Neidão do Gás, Zé da Elétrica e Melinho. O presidente Zé Pedro não votou.

Autor da emenda, Melinho defendeu a extinção do cargo alegando economia aos cofres públicos. “A presente emenda tem como objetivo eliminar o cargo do assessor parlamentar, já existente na legislação atual, tendo em vista que vislumbramos o princípio da economicidade, além disso entendemos como desnecessário ter um cargo dessa natureza”, argumentou o vereador.

Zezé da Saúde falou em seguida e pediu a manutenção do cargo de assessor. “Um cargo que foi criado em 2011 e que foi usado uma única vez num período de um mês, quando o Beto [Baiano] era presidente. Temos que pensar pra frente e não retroceder. Nós não estamos usando o cargo, não estamos dando gasto e ninguém está pensando em colocar ninguém. Eu sou contra retirar esse cargo”, afirmou a vereadora.

Foto: Wagner Luan

Adalberto concordou com a colega e também se disse contra a extinção do cargo.  “Eu faço minhas as palavras da nobre vereadora Zezé. Esse cargo de assessor parlamentar existe, mas praticamente nunca foi usado e não é usado porque existe o entendimento de que não há necessidade no momento. Ele não está dando gasto, por isso não vejo a necessidade da exclusão”, apontou Adalberto.

Vice-presidente da Câmara, Tenente Marcelo foi a favor da emenda, alegando que no momento, o cargo não é necessário. “Esclarecendo que esse cargo existe, mas não é usado. Se um dia precisar realmente, os vereadores se juntem, argumentem e mostrem para todos, a necessidade de ter esse cargo ou não ter. No momento eu também acredito que não precisa desse cargo”, expos o vereador.

Miltinho também foi a favor da extinção do cargo e disse que faz o seu trabalho de vereador sozinho. “Nós não precisamos desse cargo de assessor. Eu mesmo saio para rua, faço meu trabalho sempre. Se um dia for necessário, a gente pode se ajuntar e criar, mas atualmente não está precisando, dou meu voto favorável a emenda”, ressaltou.

Henrique Teles foi outro vereador contrário a extinção do cargo alegando que a cidade não pode retroceder. “Eu busco uma cidade que cresça cada vez mais e quando a gente retrocede, eu não concordo. Hoje a gente tem a disponibilidade do cargo, só que a gente tem a consciência e não usa, mas e o dia de amanhã? Se já tem, se já ta aprovado, pra que tanta burocracia depois para correr atrás e colocar de volta o que já tem. Eu penso no futuro e sou contra”, sustentou Teles.

Por fim, Beto Baiano, que era presidente na época em que o cargo foi usado pela primeira vez, se mostrou contrário a extinção do mesmo. “Nós temos que pensar no dia de amanhã. Eu enxergava essa necessidade de a gente ter esse assessor, mas não deu certo . Sou contra a emenda porque a gente precisa largar a vaga em aberto e se precisar, ta aí pra gente contratar”, afirmou.

Após a longa discussão, o presidente colocou a emenda em votação e a mesma acabou rejeitada por cinco votos. Eram necessários que sete vereadores votassem a favor da emenda, mas apenas seis foram favoráveis, e a emenda acabou engavetada.

Com isso, o cargo de assessor parlamentar continua existindo no quadro de funcionários da Câmara de Artur Nogueira. Apesar de existir, os cargos não são ocupados.

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