08/10/2018

Vereador faz retrospectiva de fatos que marcaram Câmara de Artur Nogueira

Professor Adalberto (PSDB) aproveitou a oportunidade para responder acusações de corrupção contra ele e outros vereadores

Da redação

A Câmara de Vereadores de Artur Nogueira realizou mais uma Sessão Ordinária nesta segunda-feira (8). Com poucos presentes, a plenária durou menos de 30 minutos. Poucos parlamentares se manifestaram, entre eles Lucas Sia (PSD), Rodrigo de Faveri (PTB), Miltinho Turmeiro (MDB) e Professor Adalberto (PSDB).

O discurso dos edis giraram em torno de agradecimentos aos deputados estaduais e federais eleitos no último domingo (7), mas o peessedebista decidiu tomar a palavra para fazer também uma retrospectiva dos últimos fatos que marcaram a Casa Legislativa nogueirense.

Professor Adalberto (PSDB) iniciou a fala lembrando do Projeto de Lei 038/2018. “O PL chegou à essa Casa com pedido de dispensa de pareceres. Ele tratava de um provável excesso de arrecadação e, também, por anulação de dotação. Ele totalizava R$ 6,275 milhões e uns trocados”, recordou.

No dia 21 de setembro, a dispensa de pareceres foi rejeitada por cinco parlamentares, Davi da Rádio (DEM), Rodrigo de Faveri (PTB), Zé Pedro Paes (PSD), Lucas Sia (PSD) e pelo próprio Adalberto Di Lábio (PSDB). “Em primeira mão, a gente rejeitou a dispensa de pareceres para que pudêssemos ter um tempo de análise. Analisamos e vimos que era necessário e, por isso, retomamos o nosso posicionamento e fizemos uma emenda que não mudou o projeto em nada. Foram só correções e o presidente convocou uma nova sessão extraordinária, onde esse projeto foi aprovado. O que demorou três ou quatro dias a mais”, detalhou cuidadosamente.

Assim, com ressalvas o crédito de R$ 6 milhões foi aprovado pela Câmara, mas, de maneira unânime desta vez. “O projeto foi aprovado, mas eu disse que esses R$ 6 milhões não salvariam o município, o que é uma grande verdade. O Executivo tem um problema financeiro hoje. É geral, mas aqui pode ter acontecido por falta de planejamento, de cuidado, por falta de administrador competente”. Apesar das observações ao PL, o vereador destacou que, após análise, o documento foi aprovado.

Já em outubro, em uma sessão lotada de munícipes, veio à tona outro assunto: o PL 015/2018 que trata da expansão urbana de Artur Nogueira. Igualmente, o projeto foi barrado por seis votos a cinco. “Com essa Casa cheia, e não era de moradores do Benvenuto, nós rejeitamos o plano de expansão pois nós entendemos que esse não é o momento de expandir, mas de organizar o que já temos”, pontuou. Segundo Professor Adalberto (PSDB), a cidade não tem Saúde, nem dinheiro para a merenda, por isso, ele questionou a necessidade da expansão imediata. “Vender lotes mais barato, atrair pessoas de fora e a gente não ter infraestrutura para atender as pessoas? Essa foi uma decisão que tomamos de maneira bem coerente e com bastante cuidado”, indagou e justificou.

Sessão do dia 1º de outubro

E na mesma sessão onde a expansão foi rejeitada, as contas de 2015 do antigo gestor Celso Capato foram aprovadas por unanimidade. O também vice-presidente da Câmara, Professor Adalberto (PSDB), lembrou que, na ocasião, os parlamentares foram bastante criticados. Inclusive, no dia, faixas foram estendidas no plenário, questionando a idoneidade dos representantes do Poder Legislativo municipal.

“Me criticaram na internet perguntando o que eu entendo de economia. ‘Um professor, um advogado, um comerciante, um radialista e um catador de laranjas, o que eles entendem de contas do Tribunal?’ Não, eu não entendo mais do que o Tribunal. Só tem um detalhe: eu tenho doze anos de universidade, sou formado em administração de empresas, por isso, conheço o objeto de gerência. Eu não sei mais do que o tribunal, mas eu sei exatamente o que estava ali. As notas falsas, a funcionária foi demitida e obrigada a pagar. Quando nós votamos, foi com o parecer da Comissão de Finanças dando sinal favorável. Eu não votei de olhos fechados, não sou corrupto”, desabafou o tucano.

Por fim, o vice-presidente da Mesa Diretora criticou novamente um vídeo no qual ele e outros quatro parlamentares foram acusados de corrupção. “A pessoa que criticou, que fez o vídeo não é confiável. São fontes mentirosas, sem créditos. Aliás, é a mesma fonte que eu vi durante a campanha combinar de jogar ovos no Celso, esses caras não são confiáveis”.

Professor Adalberto (PSDB) enfatizou que as contas foram aprovadas por decisão unânime, ou seja, todos os edis deram parecer favorável. “Foram doze votos a zero. Por que não colocaram o nome dos doze no vídeo? É uma represália pois nós votamos contra a expansão? Eu acredito que não. Acredito que foi uma molecagem”, exclamou. Ele completou ainda dizendo que a reputação dele não pode ser manchada por ‘fake news’. “Não posso deixar que manchem a minha reputação por causa de um vídeo feito por fontes que não tem crédito nessa cidade”.

Apesar da sessão desta segunda-feira (8) ter tido poucos munícipes, o vereador agradeceu a presença da população. “Ainda bem que eles nos deram, mais uma vez, uma chance de a população dizer que é só cego que não sabe e que não entende que nós estávamos certos. Eu agradeço a essas fontes, pelo privilégio que vocês nos deram de deixar a população nos defender mais uma vez”.

A próxima Sessão Ordinária acontecerá no dia 15 de outubro a partir das 19h30 na Câmara de Vereadores, localizada na rua dos Expedicionários, 467, Centro.

Leia mais

Ivan pede autorização para abrir crédito de R$ 6 milhões com urgência

Vereadores rejeitam dispensa de parecer de projeto da prefeitura de Artur Nogueira

Com ressalvas, crédito de R$ 6 milhões é aprovado pela Câmara de Artur Nogueira

População lota Câmara e pede expansão urbana de Artur Nogueira

Câmara aprova contas de ex-prefeito Capato e moradores se manifestam

Vídeo acusa vereadores de corrupção em Artur Nogueira

…………………………

Tem uma sugestão de reportagem? Clique aqui e envie para o Portal Nogueirense.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS



Comentários

Não nos responsabilizamos pelos comentários feitos por nossos visitantes, sendo certo que as opiniões aqui prestadas não representam a opinião do Grupo Bússulo Comunicação Ltda.