08/02/2019

Hipotireoidismo: Causa, sintomas e recomendações

Especialista do Centro Médico de Artur Nogueira fala sobre uma das doenças endócrinas mais comuns

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O hipotireoidismo é uma situação na qual a glândula tireoide não produz hormônio tireoidiano T3 e T4 em quantidade suficiente para manter as necessidades funcionais normais do organismo. Este pode se apresentar tanto em crianças como em adultos , sendo mais frequente no sexo feminino, tendo um incremento da incidência e prevalência  ao decorrer dos anos. 

Causas

Pode ser congênito, no caso das crianças é  diagnosticado ao nascimento (teste do pezinho) ou adquirido(primário, secundário ou terciário). A causa mais frequente do hipotireoidismo em adultos é a causa primaria  tendo como principal etiologia  a tireoidite autoimune crônica (tireoidite de Hashimoto). No entanto, ele também pode resultar do tratamento do hipertireoidismo com cirurgia, radiação com iodo (131-I) ou após o uso de drogas antitireoidianas.

Fatores associados ao risco aumentado para hipotireoidismo primário

  • Idade ? 60 anos
  • Sexo feminino
  • Bócio (aumento de volume da tireoide)
  • Doença nodular tireoidiana (nódulos na tireoide)
  • Histórico familiar de doença tireoidiana
  • Histórico de radioterapia para cabeça e pescoço (radiação externa e iodo radioativo)
  • Doença autoimune tireoidiana e extra tireoidiana (lúpus, vitiligo, artrite reumatoide, psoríase etc.)
  • Medicamentos (amiodarona, lítio, tionamidas, interferon, etc.)
  • Baixa ingestão de iodo, síndrome de Down, síndrome de Turner.

Como diagnosticar

O diagnóstico do hipotireoidismo muitas vezes não é tão evidente. É um distúrbio endócrino que requer um alto índice de suspeita em cenários clínicos diferentes, Para determinar se o hipotireoidismo está presente, os médicos devem estar alerta para detectar os sinais e sintomas e nos resultados de exames de sangue que medem o nível de TSH (hormônio estimulador da tireóide) liberado pela hipófise e, algumas vezes, do hormônio tireóideo tiroxina(T4) na forma livre, ou tiroxina livre (T4L), anticorpos antitireoidianos como o antiperoxidase (Anti-TPO) e em muitos casos pode ser recomendado a ultrassom da tireoide.

Principais sinais e sintomas 

  • Alterações do ciclo ou do fluxo menstrual
  • Aumento da pressão arterial diastólica
  • Aumento de peso
  • Aumento do colesterol total e do LDL colesterol
  • Cabelos secos e frágeis
  • Câimbra
  • Cansaço
  • Constipação intestinal (intestino preguiçoso)
  • Depressão
  • Bradicardia (diminuição do número de batimentos cardíacos por minuto)
  • Diminuição da memória
  • Derrame pleural (acumulo de líquido entre as membranas que envolvem os pulmões)
  • Derrame pericárdico (acumulo de líquido entre o coração e as membranas que o envolvem)
  • Dor nas articulações
  • Falta de ar
  • Fraqueza
  • Inchaço das mãos, pernas e pês
  • Inchaço do rosto, principalmente das pálpebras.
  • Espessamento da língua
  • Cardiomegalia (aumento de tamanho do coração )
  • Intolerância ao frio
  • Pele seca, descamativa, áspera e amarelada.
  • Rouquidão
  • Queda de cabelos e ou pelos
  • Voz mais grave
  • Sonolência
  • Raciocínio lento
  • Piora da apneia obstrutiva do sono
  • Redução da acuidade auditiva.
  • infertilidade

Como e quando tratar

Sempre que o hipotireoidismo é diagnosticado deve ser tratado. O tratamento padrão para o hipotireoidismo envolve o uso diário de hormônio tireóideo sintético levotiroxina. Esta medicação oral restabelece os níveis hormonais adequados e coloca o organismo em situação de normalidade.

Uma ou duas semanas após o inicio do tratamento o paciente, em geral, perceberá que estará mais disposto, a medicação também diminui o nível de colesterol, se a elevação for consequente ao hipotireoidismo, e pode reverter qualquer ganho de peso. Para determinar a dose correta de levotiroxina, o médico geralmente verifica o nível de TSH cada 2 a 3 meses. O tratamento com levotiroxina é usualmente para o resto da vida, mas como a dose pode mudar com o tempo, é apropriado procurar o médico para verificar o nível de TSH anualmente.

Recomendações

Qualquer pessoa deve procurar o médico especializado na área de Endocrinologia se estiver apresentando cansaço sem motivo aparente, ou quaisquer outras manifestações comuns do hipotireoidismo como: pele seca, face pálida e inchada, constipação intestinal ou rouquidão. Além disso, devem procura-lo periodicamente também, aqueles que tiverem histórico familiar de doença da tireoide ,ou, previamente receberam iodo radioativo, se submeteram à cirurgia da tireoide, uso de medicações anti-tireóideas ou irradiação na região do pescoço e tórax. Entretanto, podem se passar anos ou mesmo décadas antes que qualquer uma destas terapias ou procedimentos resulte em hipotireoidismo. A presença de colesterol elevado no sangue pode ser também decorrente de hipotireoidismo. Se estiver fazendo tratamento com hormônio tireóideo, é recomendável agendar visitas de acompanhamento periódicas. Inicialmente, é importante assegurar que o paciente está recebendo a dose correta do remédio. E com o passar do tempo, a dose de manutenção necessária para manter a tireoide funcionando normalmente, pode mudar.


Dr. Andrés Williams Varona Ramirez CRM 187023-SP, Especialista em Medicina da Família. Pós-graduado em Endocrinologia e metabologia. Membro da ABESO (associação Brasileira para o estudo da obesidade), e da SBMFC (sociedade Brasileira de Medicina da Família e Comunidade).


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