14/02/2018

Unasp irá fortalecer pesquisa em apicultura

Centro Universitário apresenta características especiais de flora e clima para criação de abelhas

Da redação

A produção científica no setor apícola foi tema do encontro entre a Embrapa, Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.b.e.l.h.a.), Sebrae, Fiesp, Ciesp, produtores e beneficiadores do setor com o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), em Engenheiro Coelho. Juntos firmaram convênio para fortalecer pesquisas avançadas na busca de tecnologias e melhoramentos da cadeia produtiva da apicultura brasileira.

O Unasp apresenta características especiais de flora e clima para a criação de abelhas e o desenvolvimento de pesquisas com professores e alunos da faculdade de Engenharia Agronômica que serão aplicadas no setor apícola. Entre os benefícios diretos com o convênio estão a participação em processos seletivos do Ibama para projetos com apicultura, vínculo com o CNPQ e órgãos de incentivo a pesquisa cientifica, além da oportunidade de fortalecer microempresas do mercado regional. Todo o processo de pesquisa só será viável com a cooperação da Associação das Abelhas, Sebrae, Fiesp, Unasp e produtores das entidades envolvidas em seus diversos níveis, revela o diretor de graduação da universidade, Francislê Neri.

“Quando se fala em pesquisa a nível internacional, cada vez mais as áreas estão interligadas, intricadas umas com as outras. E hoje em dia não se faz mais pesquisa de ponta, de peso com resultados significativos de forma isolada. Então as entidades precisam se ajudar, haver cooperação em diferentes níveis”, destaca.

A função das abelhas não está limitada a produção de mel. Ela é responsável pela polinização agrícola, produção de própolis, pólen, geleia real e apitoxina. Produtos que posteriormente são utilizados como matéria-prima na indústria farmacêutica, alimentícia e de cosméticos. A região Sul lidera a produção nacional seguida do Nordeste, no entanto, dados da Associação Brasileira de Exportadores de Mel revelam que a maior curva de crescimento está na região Sudeste, que saltou nos últimos seis anos de 6,1 para 8,8 toneladas anuais em produção de mel.

Repercussão

Uma das incentivadoras do convênio foi a Associação Brasileira de Estudos das Abelhas, chamada de Abelha. Atua com a missão fomentar o conhecimento científico e divulgar para a sociedade estudos focados na conservação da biodiversidade e a coexistência e convivência harmônica da agricultura com a apicultura.

Para a diretora executiva da associação, Lúcia Assad, o convênio é uma oportunidade de ampliar o conhecimento apícola. “Viabilizar esse projeto é uma festa de alegria, porque a gente oferece uma oportunidade nova para os alunos conhecerem a importância das abelhas e dos polinizadores nos serviços ambientais. A proposta é inserir a temática, serviços ecossistêmicos e polinização para os estudantes de agronomia, nutrição, administração, de todas as áreas do conhecimento”, explica.

O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Cristiano Menezes afirmou que a iniciativa irá aproximar o conhecimento da cadeia produtiva. “A gente tem uma série de tecnologias sendo desenvolvidas no Brasil, nas instituições como a Embrapa e universidades, e nós temos muita dificuldade de levar isso para o campo por que ficam guardadas dentro de gavetas. Então essa relação do Unasp, um centro de referência acadêmica, é justamente resgatar esse conhecimento e levar para a sociedade, empresas, atividades de negócios, agricultura e a população”, revela.

Representando o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Campinas, a consultora de negócios, Cintia Amaretto entende que o convênio irá fortalecer e dar competitividade para o setor na região. “Essa parceria é muito importante para fortalecer as entidades locais. Todos estão aqui para contribuir para competitividade dos pequenos empresários e fortalecer a apicultura”, destaca.

A necessidade de fomentar pesquisas para ampliar a qualidade dos produtos do setor apícola também é apontada como uma necessidade imediata pelo diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Edson Rezende. “Hoje em dia que nós estamos num tempo de tecnologia a pesquisa deve estar em primeiro lugar. Nós estamos precisando urgentemente dessa união com a universidade, o seu pessoal científico para melhorar significativamente a qualidade dos nossos produtos e atender uma população exigente como a brasileira e as demais ao redor do mundo”, afirma.

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