15/11/2019

“Todos são inocentes até que se prove o contrário”, diz Cristiano da Farmácia

Comissão pretende investigar se o prefeito cometeu ato de improbidade administrativa

Wagner Luan

O vereador Cristiano da Farmácia (PR) comentou o pedido protocolado pelo colega Rodrigo de Faveri, que pede a abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar se o prefeito Ivan Vicensotti cometeu ato de improbidade administrativa.

De acordo com o parlamentar, é direito do vereador fazer a denúncia e se acatada. “É direito do vereador, assim como de qualquer pessoa fazer a denúncia, porém assim como em tribunal, todos são inocentes até que se prove o contrário”, disse ele.

“Na minha opinião, a denúncia deve ser acolhida, inclusive para que o prefeito tenha o direito de resposta oficialmente”, completou o parlamentar.

Por fim, o vereador nogueirense falou. “Ocorrendo isso, a comissão julgará se há ou não procedência nos apontamentos do vereador”.

Pedido de CP

O pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar a conduta do prefeito Ivan Vicensotti  (PSB) foi protocolada pelo vereador Rodrigo de Faveri na última quarta-feira (13).

A Comissão pretende investigar se o Chefe do Executivo Municipal cometeu ato de improbidade administrativa, apurando se ele teria condicionado a aprovação de loteamento de casas populares (que seria desenvolvido pela empresa Ecovita Incorporadora e Construtora LTDA) à aprovação pela Câmara Municipal de projetos de leis Expansão Urbana, que teriam beneficiado terrenos de propriedade de familiares de Vicensotti.

Também investiga se o prefeito teria exigido do representante da empresa Ecovita a contratação da PH – Imobiliária EIRELI para intermediação de venda das casas populares cujo loteamento se pretendia aprovar junto a Prefeitura, sendo que o objetivo culto de tal contratação seria o repasse de dinheiro ao chefe do Executivo Municipal de Artur Nogueira.

Essa conduta já vem sendo investigada pelo Ministério Público que abriu inquérito na semana passada, após uma denúncia do próprio vereador Rodrigo de Faveri.

No pedido de abertura da CP, Rodrigo apresenta diversas testemunhas que fazem parte do processo e que podem ser chamadas para serem ouvidas na Comissão entre elas secretários de governos.

Ele argumenta que “ os fatos narrados e argumentados na denúncia evidencia-se a gravidade das condutas por parte do alcaide municipal, configurando conflito de interesses”.

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