30/01/2013

Sítio abriga várias espécies de animais silvestres em Artur Nogueira

Turistas podem ver jacarés, cobras, araras entre muitos outros animais

Paulo Holdorf

Entre as cidades de Artur Nogueira e Holambra, isolado do movimento urbano e escondido no meio da mata, é possível encontrar o Sítio Arurá, um pequeno “zoológico” que existe desde 1997.

O sítio abriga várias espécies que encantam os visitantes. Jacarés, araras, tartarugas, lagartos, gaviões, esquilos, cobras, coelhos podem ser visto de bem perto pelos turistas.

Ao entrar no local, é possível se deparar com um cercado onde três tartarugas dividem o espaço. Uma delas tem 150 anos de idade, segundo Messias de Oliveira, monitor e responsável por cuidar dos animais do sítio. As tartarugas foram trazidas para Arurá por sofrerem maus tratos de antigos donos, assim como outros diversos animais que ali habitam.

Alguns metros adiante estão os gaviões. Um deles, Gavião Acauã, é muito comum na região nordeste do país. Cada um tem uma gaiola própria e recebe os tratamentos adequados para a sobrevivência. Essas aves foram acostumadas em cativeiros e nunca mais voltarão à natureza por perderem as habilidades de defesa, devido os ferimentos sofridos no passado.

“São animais apreendidos por maus tratos, quase todos eles tem algum tipo de problema. Esse Gavião Carcará, por exemplo, não tem a parte da asa e não pode mais voltar para a natureza, vai ficar aqui para sempre”, relata Messias.

Ao lado dos gaviões, é possível encontrar um grande número de pequenos pássaros coloridos. Os periquitos vivem em um espaço maior e fazem parte dos animais que estão à venda no sítio. Para completar a lista, várias araras ficam soltas e brincam nas árvores ao redor dos outros animais.

Cobras e lagartos também convivem no sítio. Os turistas mais corajosos podem segurar os animais e tirar fotos de recordação. As duas jiboias medem mais de um metro e meio e os dois lagartos variam de tamanho. O menor é possível segurar na mão, o outro, um pouco maior, fica agitado com a aproximação das pessoas. Cada um tem o seu local em um ambiente específico para viver, com climatização e iluminação adequada.

Muitos roedores, como coelhos e várias espécies de ratos e camundongos, são criados em locais que suportam grandes quantidades. Os turistas podem adquirir os roedores por valores que vão de R$ 10 a R$ 40. “Essa é a parte que as crianças mais gostam, elas ficam entretidas com os bichinhos”, comenta o monitor. São aproximadamente mil roedores, que se dividem entre coelhos, porquinhos da índia e esquilos.

Ver e pegar alguns desses animais é o principal atrativo, mas não o único. Depois de conhecer a primeira parte do sítio, os visitantes vão para o vivedouro de jacarés. Ao todo são 25 tanques cimentados, protegidos com muros que servem como lar dos répteis. “Atualmente o sítio tem cerca de 50 jacarés. Sempre colocamos um casal em cada tanque, para evitar que eles briguem entre si”, explica Messias.

Com a legalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Arurá é liberada para criar jacarés-de-papo-amarelo com o objetivo de fazer o uso da carne e do couro, além da produção de artesanato com materiais extraídos do animal.

Quem visita o sítio pode fazer uma trilha de aproximadamente uma hora. Em um passeio que vai desde aula de anatomia dos jacarés até visita aos tanques com os filhotes do réptil. “Achei a exposição muito interessante, aprendi coisas que jamais passaram pela minha cabeça” revelou o aposentado Roberto Tamashiro, visitante de Maringá, que aproveitou para conhecer o sítio.

Os jacarés também podem ser comprados, mas exige um processo mais demorado para a legalização e autorização do Ibama. O valor inicial é de R$ 500. Já a carne custa em média R$ 50 kg.

Arurá tem aproximadamente 50 visitas por mês, nos meses de junho e julho esse número chega a 200, mas o lugar só recebe visitantes com agenda marcada. Escolas de Artur Nogueira e região costumam trazer os alunos para conhecer o projeto de preservação.

O sítio tem parceria com uma empresa de turismo de Holambra, que traz visitantes do Brasil e do mundo para conhecer os jacarés e os outros animais. Países como Peru, Holanda e Argentina já passaram por Arurá.

Famílias costumam fazer do lugar um ponto de diversão e conhecimento. “A visita é muito gratificante, é maravilhoso poder estar em contato com essa flora e fauna tão rica”, comenta Luís Augusto Rodrigues, técnico em projetos do Rio de Janeiro.

É necessário agendar horário (9h às 16h) e dia para visitar o Sítio Arurá. O valor da entrada custa R$ 12 e o telefone de contato é (19) 3802-1154. O sítio fica na SP 107, km 39,5, em Artur Nogueira.

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