19/11/2019

“Serei totalmente imparcial e justo”, declara Davi da Rádio

Vereador afirma que a análise da denúncia e sua posição na câmara são coisas distintas

Wagner Luan

A Câmara de Vereadores de Artur Nogueira aprovou na sessão dessa segunda-feira (18), o pedido de abertura de uma Comissão Processante (CP) para investigar se o prefeito Ivan Vicensotti (PSB) cometeu ato de improbidade administrativa. A comissão é formada pelos vereadores Ermes Dagrela (PR)-presidente, Davi da Rádio (DEM)-relator e Miltinho Turmeiro (MDB) membro.

Davi da Rádio explicou que que após o sorteio que escolheu os membros da comissão, foi necessário realizar outro sorteio. “ Não houve acordo e foi necessário outro sorteio para se chegar nessa condição de eu ser relator dessa comissão”, declarou.

Em seguida, ele frisou. ”Com relação a denúncia, como eu disse em plenário, serei totalmente imparcial e justo, independe da posição que eu ocupo como oposição ao governo na Câmara Municipal, são coisas distintas”, acrescentou.

“Hoje estamos falando de uma comissão processante que pode, dependendo se apurado e se constatado o crime, improbidade administrativa ou pode também absolver o réu, ou os réus vítimas ou que foram nomeadas aqui através de denúncia”, completou.

O parlamentar fez questão de frisar como será o trabalho da comissão. “Eu quero dizer a sociedade Nogueirense e a toda a população, aqueles que apresentaram a denúncia e a todas as pessoas envolvidas, que nós vamos convocar todos e seremos justos e imparciais com relação ao resultado dessa comissão processante”, esclareceu.

Davi disse ainda que ficou feliz com a aprovação da comissão. “Hoje eu fiquei feliz com o resultado de a primeira denúncia, a primeira comissão ter sido aberta, com exceção do caso que envolveu o Rodrigo de Faveri e o Seu Ermes, porque muito me entristeceu quando nós tivemos duas outras comissões aqui que foram rejeitadas pelos vereadores, principalmente da base  aliada do governo, que foi a denúncia com relação ao Saean, que era o momento oportuno, momento em que  a população ficou praticamente 15 dias sem água e eu tinha um  interesse muito grande em investigar os reais motivos e também a denúncia do 13º. Essas duas denúncias foram rejeitadas pela Câmara”, lembrou.

E completou. “Hoje nós tivemos o reconhecimento de todos os vereadores de que o papel dessa Câmara é de fiscalizar. Se há denúncia, há suspeita, se há suspeita, que seja então investigada e os responsáveis punidos ou absolvido pela forma da lei”, cravou.

Questionado se o trabalho da comissão poderá ser acompanhado pela população, ele disse que não poderia garantir isso. “Como relator, eu não posso afirmar que todos os depoimentos poderão ser acompanhados pela população, até porque, pode haver um pedido por parte dos réus de que eles sejam ouvidos de maneira confidencial, intima, enfim, sem a presença da população. Isso pode acontecer. O meu interesse é de que a comissão seja totalmente transparente também. Não havendo nenhum impeditivo legal para que as pessoas possam acompanhar, no meu entendimento não há problema nenhum, mas isso depende do presidente. A mim cabe como relator, ouvir também, interrogar os réus, convocar, se assim for preciso, outras pessoas para prestarem esclarecimentos com relação aos fatos”, esclarece.

E concluiu. “A mim cabe o trabalho de relatoria e eu farei isso com todo o rigor, imparcialidade, sem dúvida nenhuma representando a população Nogueirense”.

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