20/11/2019

“Será um trabalho árduo e longo da comissão, mas necessário”, comenta Professor Adalberto

Ele afirmou que acompanhará o trabalho da comissão de perto

Wagner Luan

O vereador Professor Adalberto (PSDB) afirmou em sua fala livre, que o trabalho da Comissão Processante (CP), instalada na sessão dessa segunda-feira (18), para investigar atos do prefeito Ivan Vicensotti (PSB) será muito trabalhoso. Apesar de não ter sido sorteado para compor a comissão, ele disse que acredita no bom desenvolvimento dos trabalhos.

“Nós que não fazemos parte da comissão, caberá a responsabilidade de fiscalizar e acompanhar o trabalho, no entanto, eu acredito na idoneidade do vereador Ermes, assim como do vereador Davi Cesar Fernandes e vereador Miltinho. Tenho certeza que farão um excelente trabalho, mas nós da Casa estaremos acompanhando”, disse Adalberto.

O tucano chamou a atenção para os fatos.  “A denúncia é grave, mas precisa se avaliar toda a documentação, todas as provas apresentadas. Será um trabalho árduo e longo da comissão, mas necessário”, frisou.

Ainda em seu discurso, o parlamentar criticou o momento que a cidade vive. “Isso nos entristece, porque a gente poderia estar discutindo projetos que beneficiassem o nosso povo, elogiando o trabalho do executivo. Executivo esse, que eu fui para a rua, que eu dei a cara, levei para as casas, levei para as igrejas, que eu confiei e agora enfrenta esse processo que pode chegar a cassação do mandato”, repreendeu.

Ele seguiu. “ As vezes colhemos os frutos e não gostamos dos frutos, mas colhemos os frutos que plantamos. Eu passei alguns dias indignados, porque o prefeito nos surpreendeu negativamente quando ele foi para a imprensa e falou ‘essa oposição suja’, significado de sujo: quem não é ou não está limpo, é um adjetivo, reconhecido também por porco, imundo, sórdido, porcalhão, pessoa indecente, torpe, indecoroso, obsceno, em que não se pode confiar, pessoa desmoralizada, incorreta”, enumerou.

Ele continua. “É isso que sou eu, mas quem está sendo acusado nessa noite aqui não sou eu, porque eu não fiz ou não deixei que nenhum motivo pra eu que eu fosse acusado”, completou.

O parlamentar citou a bíblia para ilustrar sua relação com o prefeito. “A bíblia diz que não podem andar dois juntos se não estiverem de acordo, por isso eu não anda com o senhor. Não me convém, não me faz bem, a sua presença ao meu lado me atrapalha, é negativa, talvez suja o meu nome”, expressou.

Adalberto pediu humildade ao prefeito. “Talvez se o senhor prefeito tivesse procurado praticar bons atos, principiem-te bondade e sabedoria, ele não estivesse na condição de acusado que está hoje, então fica a recomendação a ele, que se diz ser bastante religioso, tenha humildade”.

E voltou a criticar. “Senhor prefeito Ivan  Cleber Vicensotti ,  mediante as acusações que ele sofre hoje, que pode até ser inocentado, ele não tem moral para falar dessa oposição. Oposição que não tem interesse fincados no dinheiro e nem na compra de bens”, pontuou.

No fim, o edil afirmou que a Câmara votará com justiça e fará o que é correto.

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