23/02/2022

“Se algum de nós quiser doar o salário, recebam e doem, mas não podemos jogar a população contra esses homens aqui”, afirma Adalberto

Parlamentar também rebateu as críticas de que os vereadores não trabalham

Da redação

O vereador Adalberto Di Lábio (PSD) subiu o tom durante seu discurso na sessão da Câmara de Artur Nogueira ao responder críticas ao trabalho de vereadores que diziam que os parlamentares não trabalham. Sem citar o caso, Adalberto fez um desabafo após as diversas críticas que a câmara nogueirense recebeu por rejeitar um projeto de lei que propunha a redução do salário dos vereadores em 20%.

Adalberto começou sua fala rebatendo uma entrevista dada por um colega, que ele não citou o nome. “Eu li outra matéria que foi oriunda de um depoimento de uma entrevista que o nobre vereador dessa casa deu eu me deparei com a seguinte palavra usurpar. Pra quem não sabe, eu catei papelão, fui engraxate e meu primeiro registro em carteira foi em 1976. Se a gente chega aqui e fala que é ex-bandido, ex-ladrão, ex- não sei o que, o povo bate palma. Quando você fala que trabalha a vida inteira, tem gente que fica bravo”, ironizou.

O explicar o significado da palavra usurpar, ele subiu o tom. “Estamos fazendo isso aqui[ usurpar]? Subsídio do vereador é direito[…]mesmo se  for um salário mínimo, mas os vereadores eleitos tem que entrar sabendo quanto vai ganhar. No curso do trabalho não se mexe em ganhos, salários, ah mas em Jundiaí aconteceu, mas em comum acordo de todos os vereadores que aprovaram o projeto”, pontuou o parlamentar.

“Fazer o projeto, colocar na casa, aprovar ou não aprovar é uma questão de direito de quem coloca o projeto e de quem vota o projeto”, completou Adalberto.

Em seguida, ele respondeu as críticas que a Casa vem recebendo. “O que eu não posso aceitar é o pessoal ir para a internet e dizer que vereador não trabalha, que vereador é vagabundo, que vereador não produz, que vereador está mamando, não é o caso dessa Câmara e não é o meu caso”, rebateu.

“Eu sou comprometido com o trabalho que faço. Eu busco produzir o melhor e eu sei que tenho muitas falhas, preciso corrigir, mas não aceito ser afrontado. Usurpar é tomar aquilo que não é seu e quando eu fui eleito sabia o subsídio que eu teria e já disse aqui e não tenho medo de repetir, o que eu produzo, o que eu faço, é justo o que eu ganho”, esclareceu ele.

Ainda em seu discurso, sem citar nomes, ele pediu que não se jogue  a população contra a Câmara. “Se algum de nós quiser doar o salário do ano inteiro, recebam e doem, mas não podemos jogar a população contra esses homens aqui. Não podemos permitir que isso aconteça”, ressaltou ele.

Adalberto voltou a criticar o termo usurpar, usado por um colega em uma entrevista. “Eu trabalho desde aquela época que já citei e trabalhei em dois e até em três empregos pra depois alguém dizer que eu usurpo? Não falou de forma direta, mas indireta eu entendi”, comentou.

“Desculpe pelo meu desabafo, mas sou homem, corre sangue nas minhas veias e eu não vou admitir em hipótese alguma ser afrontado, por mais nobre que seja a causa”, completou.

E finalizou com um versículo bíblico. “Eu sou digno e a bíblia diz. ‘Digno é o obreiro do seu salário’, em outras palavras, quem trabalha merece recompensa”, concluiu.

Veja também

Vereador Melinho propõem redução de salário aos vereadores de Artur Nogueira

Vereadores de Artur Nogueira votam contra redução de salários

Melinho comenta negativa dos vereadores sobre redução de salários

Adalberto diz que projeto de redução de salários de vereadores de Artur Nogueira era ilegal

Salário de vereadores de Artur Nogueira aumenta R$ 700 por mês

……………………………………..

Tem uma sugestão de reportagem? Clique aqui e envie para o Portal Nogueirense.


Comentários

Não nos responsabilizamos pelos comentários feitos por nossos visitantes, sendo certo que as opiniões aqui prestadas não representam a opinião do Grupo Bússulo Comunicação Ltda.