27/07/2020

"Quero apoiar uma candidatura que execute aquilo que se comprometeu", afirma Capelini

Ex-prefeito de Artur Nogueira esteve presente na estreia do Portal ON

Da redação

Nesta segunda-feira (27), a estreia do Portal ON, novo programa de entrevistas do Nogueirense, recebeu em estúdio o ex-prefeito de Artur Nogueira, Marcelo Capelini. Durante o programa ele falou sobre vários temas ligados ao cenário político, incluindo as intenções da esposa Keli Capelini junto ao ramo da administração pública.

Assista a entrevista na íntegra:

Marcelo Capelini foi vereador de Artur Nogueira entre 2001 e 2004 e também prefeito municipal de 2005 há 2012. Ele que está com os direitos políticos suspensos temporariamente, disse que nunca deixou de ser político. Sobre isso ele comentou: “A gente não deixa de ser político, está no sangue. A gente acabou se propondo a algumas coisas para o município e acho que conseguimos cumprir essas metas e acho que o resultado do governo de 2005 há 2012 foi favorável”, disse.

O ex-prefeito teve creditado ao governo dele a fama de ter deixado uma grande dívida ao município, porém, ele afirma que sempre buscou recursos, que trabalhou pela cidade e que ele havia herdado a referida dívida de governos anteriores. “A maior crítica que foi feita foi de que eu teria deixado a cidade em dívida, e não é verdade. O que existiu foi um processo de endividamento, mas totalmente justificável. Fizemos um financiamento para a pavimentação da cidade, só o que foi economizado pelo fato de ter existido a pavimentação, com certeza, foi dado um retorno financeiro bem maior do que o financiamento. Foi um investimento que deu retorno ao município”, afirmou.

Sobre o tema, Capelini ainda acrescentou: “O município conseguiu trazer uma quantidade enorme de recursos, na época, por entrada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas para isso o município teve que fazer um exercício que era sanar-se em seus problemas financeiros, e um dos problemas era o Fundo de Previdência. Eu assumi o município com R$ 2 milhões de reservas de Fundo de Previdência e a gente entregou em torno de R$ 44 milhões de recursos. Mas antes de eu ter assumido já deveria existir um volume que naquela oportunidade que a gente confessou a dívida de valores não recolhidos no passado atingia praticamente R$ 80 milhões. Então eu confessei uma dívida que eu não fiz, ela existia informalmente pelo cálculo atuarial. E essa dívida foi creditada à minha pessoa. Quando eu assumi os ginásios de esporte não tinham nem energia elétrica, o município não pagava nem a conta de energia pública”, completou.

Questões políticas também resultaram em processo contra o ex-prefeito Capelini, algo que ele avalia fazer parte da atuação política. “Frente aos procedimentos e à estrutura, não existe prefeito que não responda processo. E os processos a gente responde sempre na condição de requerido, de réu. E as causas são de valores grandes e isso gera custos enormes. Faz quase oito anos que sai da Prefeitura e respondo processo sem nem mesmo ter me defendido deles. Somente ao fim deles que eu vou trabalhar essa condição para fazer o enfrentamento. Dizem que o poder corrompe, e não é verdade. Eu não me sinto corrompido”, declarou.

No ano passado, Capelini indicou o nome da esposa, Keli Capelini, para uma possível pré-candidatura à Prefeitura da cidade. Durante a entrevista ele também pontuou o referido assunto. “Eu sempre coloquei que minha eleição política foi muito bonita, o povo de Artur Nogueira deu uma demonstração de civilidade na época, o eleitorado de Artur Nogueira estava mais exigente. As referências políticas, tanto não existem em Artur Nogueira, que o resultado hoje é ter uma gama de 10, 12 candidaturas, e a falta de uma liderança política. A discussão passou pelo nome da Keli e o nome da Keli sustenta a candidatura dela dentro do grupo político. Esse grupo que nós formamos está discutindo as propostas e esse grupo tem a consciência de que o nome da Keli é um nome forte para disputar internamente as prévias do partido no final de agosto e começo de setembro. Nesse período vai ter essa discussão e a gente acredita que exista alguns nomes, mas o nome da Keli é um dos nomes que possa ter a convalidação do grupo para ser a candidata”, destacou.

Ainda sobre o tema da pré-candidatura de Keli Capeline, Marcelo afirmou que ela deverá atuar com autonomia e de forma independente das influências dele. “Tem gente que acha que o Marcelo vai mandar na Prefeitura. A Keli não é nenhuma marionete do Marcelo, é ela quem vai decidir se sustenta ou não a candidatura dela. O papel do Marcelo no cenário político é para que a sociedade volte a tomar corpo no governo. Eu quero colaborar no processo, mas quero cobrar também”, frisou.

Sobre as eleições, Marcelo Capelini afirmou que os eleitores devem pensar no bem do município, e não nos próprios interesses. Observar as propostas de governo dos candidatos é algo fundamental, na cisão dele. “O compromisso da candidatura com as propostas. Infelizmente, hoje temos eleitores que querem que seja a alguém eleito para resolver o seu problema, ou da empresa ou da rua de casa. Gente que vota por interesse pessoal. O eleitor tem que votar em quem defenda propostas para a cidade. Quem votar precisa acompanhar todo o processo. Eu quero ajudar no processo de construção de proposta, apoiar uma candidatura que eu tenha certeza de que se for eleito, execute aquilo com o que se comprometeu. A função que eu quero quanto cidadão é de cobrar que as coisas aconteçam para o bem do município”, relatou.

Questionado sobre como avalia o atual governo municipal, que tem à frente o prefeito Ivan Vicensotti (PSB), Capelini disse que não busca julgar o citado governo. “Eu não tenho moral para avaliar o governo de ninguém. Como uma figura que eu fui prefeito, fica ruim para eu fazer essa avaliação. Eu desejo sorte para todas as candidaturas, inclusive, para a do Ivan [Vicensotti], mas eu desejo mais sorte para Artur Nogueira. Eu fiz parte do processo de construção da candidatura dele, mas não houve um comprometimento de propostas de governo como a gente discutiu. O Ivan não me representa”, finalizou.

O primeiro turno das eleições municipais deve ocorrer em 15 de novembro, já o segundo turno, caso seja necessário, acontece em 29 de novembro.

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