11/09/2018

“Querem mudar a bancada da Casa”, disse Cristiano da Farmácia

Vereador acredita que cenário está sendo utilizado como articulação política da oposição

Da redação

Cristiano da Farmácia (PR) foi um dos seis vereadores que votaram contra a abertura de uma comissão que analisaria a cassação do mandato de Ermes Dagrela (PR). O legislador ressaltou que a votação em si era polêmica, e que a situação da briga entre o presidente da Casa de Leis e Rodrigo de Faveri (PTB) – denunciado e denunciante, respectivamente – é delicada. Segundo Cristiano (PR), a votação foi uma questão política e influenciaria na formação da bancada da Câmara.

Ele iniciou o discurso esclarecendo que a ocasião não seria utilizada para julgar a briga entre os edis, mas sim a possibilidade de acolher uma denúncia. Cristiano (PR) concorda que o vereador Rodrigo de Faveri (PTB) deveria entrar com o pedido da cassação, porém fez observações com relação ao procedimento utilizado.

“Ressalvo que o Rodrigo deve entrar com a denúncia, mas de forma a ser cumprido o regimento desta Casa. Entendo que as leis são feitas para serem cumpridas. Se eu for julgar e dar ao vereador a punição que eu quero, não precisaria ter lei. Não podemos atropelar as leis e muito menos o regimento desta Casa”, disse durante a plenária.

Sobre o resultado da votação (seis a cinco), o vereador faz referência a uma articulação política. “Não é questão de cassar o mandato ou tirar o Ermes por causa da briga. Estão utilizando essa situação para poder mudar a bancada da Casa. Os vereadores enxergaram isso, por isso optaram por aqueles votos”, opinou.

Cristiano (PR) também comentou sobre outro episódio ocorrido no passado, onde um ex-prefeito e um ex-vereador teriam se desentendido similarmente, e passado pela análise de uma comissão. “Naquele momento em que Luiz de Faveri e Marcelo Capelini foram julgados, a comissão mudou o parecer. O posicionamento era a favor da cassação, porém o grupo mudou a decisão para que o regimento interno fosse atendido. Mas essa comissão que está atuando hoje na Câmara, atuando com relação ao mandato de presidente, pode optar pela perda de mandato”, justificou.

Dos cinco vereadores que votaram a favor da denúncia, dois deles fazem parte da Comissão Processante citada por Cristiano (PR), são eles Lucas Sia (PSD) e Davi da Rádio (DEM). Além desses, Zé da Elétrica (PRP) também compõe o trio, sendo que o voto dele foi contrário ao pedido de Faveri (PTB).

O representante político do Partido da República afirmou ainda que entende que o Regimento Interno da Câmara está acima de uma Lei Complementar. “Eu posso votar para agradar a sociedade ou eu posso seguir o que a lei determina. Se eu parto para o lado do que a população quer, no calor do momento, você passa por cima das regras e das leis. Cassar um vereador só porque há um clamor de cassa ao cara, eu entendo que não é o caminho. É um assunto difícil”, asseverou.

Em meio a vaias, ele concluiu o posicionamento. “Antes que a gente tome essa decisão de cassar o presidente desta Casa, ou um vereador desta Casa sem cumprir o regimento, ele entra na justiça, mostra que o regimento é claro em relação ao que deve ser dado como punição”, exclamou. E demonstrou nova opção: “por mim, no mínimo, eu acho que eles deveriam ter 30 dias de suspensão, mas não é o que eu quero. Não é a minha vontade, é o que diz a lei”.

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