30/12/2018

Quatro pessoas foram assassinadas em Artur Nogueira durante 2018

Crimes tiveram alta; em 2017 foram registrados dois casos

Diego Faria

O Portal Nogueirense publicou neste ano de 2018 a morte de quatro pessoas vítimas de homicídio. O número é maior do que o divulgado em 2017, quando o município registrou dois casos. Todos os suspeitos pelos crimes estão presos e cumprem pena em regime fechado. Entre as vítimas estão um homem e três mulheres.

Ana Paula de Araújo

O primeiro crime ocorrido em 2018 aconteceu na noite do dia 6 de março. Ana Paula de Araújo, de 28 anos, foi alvejada a disparos por uma arma de fogo enquanto trafegava com uma motocicleta pelo Jardim Jatobá, em Artur Nogueira. Ao todo foram sete tiros disparados contra a vítima, que atingiram a cabeça da moradora. Ela residia no Parque Itamaraty e era mãe de dois filhos.

Após nove dias, o ex-amásio de Ana Paula se apresentou à Polícia civil e recebeu voz de prisão, sendo o principal suspeito pelo crime. O acusado, que negou a autoria do homicídio, já possuía um histórico de ameaças contra a vítima, conforme relatado por familiares e pessoas próximas à munícipe assassinada.

Ana Paula tinha 28 anos


Melvin Henrique da Silva

Em 22 de maio de 2018 ocorreu outro assassinato, tendo como vítima Melvin Henrique da Silva, de 29 anos. O crime aconteceu em uma estrada de terra, entre os bairros Parada e Muniz. Na ocasião, a vítima foi atingida por dois tiros enquanto estava na companhia do filho, de apenas 1 ano e 7 meses, que dormia dentro de um automóvel.

Passados seis dias, o autor confesso do homicídio foi preso na cidade de Brumado, localizada no Estado da Bahia. Não se sabe ao certo a real motivação do crime, mas a família de Melvin suspeita que ciúmes ou conflitos passados com o autor podem ter levado o acusado a efetuar o crime. A vítima e o indiciado eram amigos há muitos anos.


Alessandra e Maria

Após sete meses, em 13 de dezembro, mais um crime de homicídio chocou Artur Nogueira. Os corpos de Alessandra Francisca de Paula Barbosa e Maria Sivoneide Oliveira Souza de Moraes foram encontrados no início da noite em uma estrada de terra no Bairro Filipada, região rural do município.

Maria Sivoneide Oliveira Souza de Moraes, de 44 anos

Alessandra Francisca de Paula Barbosa, de 41 anos

As vítimas apresentavam vários hematomas pelo corpo. Elas residiam em Conchal (SP) e trabalhavam na Santa Casa de Misericórdia de Mogi Mirim (SP). Na madrugada do dia 14 de dezembro, após uma denúncia anônima, um homem foi localizado pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi Mirim (SP) caminhando seminu às margens da Rodovia dos Agricultores.

Ao ser detido e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil da cidade mogiana, Matheus Campos Noronha, de 29 anos, alegou que teria sido vítima de roubo enquanto estava com as duas mulheres, porém, confessou o crime de feminicídio na unidade policial. Ele havia pegado uma carona com as vítimas em Conchal (SP) e seguia sentido Mogi Mirim (SP), onde as mulheres assumiriam o plantão de trabalho. O acusado disse ter tido um surto psicótico devido ao uso de entorpecentes, tendo então, efetuado o crime. Matheus havia sido preso e levado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Americana (SP), onde cumpriria a pena.

Crimes em 2017

Em julho de 2017 o Portal Nogueirense divulgou a morte de Adelson Alves de Souza, de 45 anos. Ele faleceu após ter sido ferido com dois golpes de facão na cabeça durante uma briga, ocorrida em uma rua do Residencial do Programa Minha Casa Minha Vida, em Artur Nogueira.

O segundo homicídio registrado em 2017 aconteceu na madrugada de 2 de setembro, um homem foi encontrado em óbito às margens da Rodovia Professor Zeferino Vaz (SP-332), na altura do Bairro Parada, em Artur Nogueira. Na fatídica data, a Polícia Militar (PM) foi acionada ao local e encontrou o cadáver de Danilo Correia dos Santos, de 33 anos. Ele apresentava graves ferimentos na cabeça.

Uma equipe de socorristas da concessionária Rota das Bandeiras prestou atendimento à vítima, mas os socorristas constataram o óbito ainda no local. A perícia concluiu que a morte de Danilo havia ocorrido nas proximidades do local em que estava o corpo, sendo o mesmo arrastado até a rodovia na tentativa dos autores simularem um atropelamento. A vítima, que foi morta a pedradas, era moradora do mesmo bairro em que aconteceu o crime.

Na mesma data do crime, a Polícia Municipal localizou dois suspeitos pelo homicídio de Danilo. Eles haviam sido vistos na companhia da vítima na data que aconteceu o crime. Peças de roupas, supostamente vestidas pelos indiciados na ocasião do assassinato, também foram encontradas e apreendidas.

Ao serem conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Artur Nogueira, os acusados receberam voz de prisão após prestarem depoimento e foram levados à uma unidade prisional da região.

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