09/09/2019

“Quando diz que estão querendo sucatear o Saean para fazer concessão, é uma realidade”, afirma Lucas Sia

Parlamentar se pronunciou durante sessão de audiência pública sobre concessão

Da redação

O vereador nogueirense, Lucas Sia (PSD), também se pronunciou durante a sessão de audiência pública, realizada na manhã desta segunda-feira (9) em Artur Nogueira, sobre a concessão do Saean. O parlamentar levantou questionamentos e durante a fala dele na ocasião.

Lucas Sia inciou o momento reservado à fala com questionamentos voltados à uma possível mudança no preço da água, uma vez que a concessão do Saean aconteça. O vereador solicitou esclarecimentos quanto ao contrato apresentar, ou não, garantias de que o preço do serviço prestado à população não irá subir. Em resposta, o advogado que conduzia a audiência afirmou que tal mudança poderá, de fato, acontecer.

Durante o pronunciamento, Sia destacou que o encarecimento da distribuição de água no município gera preocupação. “Uma grande preocupação nossa é essa garantia (de que o preço do serviço não irá sofrer alteração), porque uma coisa é você conseguir ter esse acompanhamento do preço e usar isso como populismo para a população achar que o valor diminuiria e, na verdade, o valor pode aumentar. Muitas cidades já fizeram a concessão do serviço de água, então, os recursos que a gente tem hoje para conseguir captar são muito mais fáceis do que outros lugares. Precisamos de projetos, e quando a gente diz que estão querendo sucatear o Saean para poder fazer a concessão, é uma realidade”, pontuou.

Lucas Sia também frisou sobre a mudança de posicionamento referente à administração do município, que antes defendia o Saean como patrimônio e, hoje, está disposta à concessão, além da falta de zê-lo pelas instalações que fazem parte da autarquia. “Uma gestão estabelece um compromisso e essa mesma gestão altera o compromisso. Essa gestão nos faz acreditar nas manutenções de convênios e preços? Uma coisa que me incomoda muito e que já foi dito aqui, é que quando chegou aqui o projeto de 300 mil reais que foram dos objetos furtados da ETE Stocco, você mesmo advogado – que representa o Executivo – diz ser de conhecimento público que furtos acontecem naquela região. Mas acho que não é tão público assim, porque é de conhecimento de todo o público, menos do prefeito. Porque se é de conhecimento dele, hoje nós temos vigilantes nas escolas, na Prefeitura. Não poderia ocorrer o deslocamento de agentes em um local em que há objetos de tanto valor?”, questionou.

A audiência foi conduzida pelo secretário de negócios jurídicos da prefeitura, Marcos Paulo Jorge de Souza.

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