09/06/2022

Prefeitura repudia caso de racismo contra motoboy em Artur Nogueira

Caso ocorreu nessa quarta-feira

Da redação

NOTA DE REPÚDIO

A Prefeitura vem a público expressar profundo repúdio frente ao ato de racismo do qual foi vítima o motoboy de 24 anos nesta quarta-feira (08), em Artur Nogueira.

Tal conduta é intolerável a qualquer tempo e em qualquer parte, de modo que queixas desse teor não podem ser minimizadas e tampouco ignoradas.

A Administração Municipal ressalta que o município nogueirense é um lugar de todos e para todos, e destaca que atitudes racistas ou de qualquer outra natureza discriminatória não são bem vindas e serão punidas dentro da lei“.

Relembre

Um motoboy, de 24 anos, foi vítima de ofensas racistas do cliente de um restaurante de Artur Nogueira, nesta quarta-feira (8). O caso será investigado e cliente poderá ser indiciado por injúria racial.

Segundo o Boletim de Ocorrência, o cliente pede, costumeiramente, marmita toda quarta-feira em um restaurante do Jardim Planalto. Desta vez, após fazer o pedido, o homem proferiu ofensas contra o motoboy que faz a entrega da mercadoria.
No áudio, enviado pelo próprio autor no celular da empresa, o homem diz odiar o motoboy  e, entre as ofensas, o chama de “preto”, “chimpanzé” e diz que o funcionário tem raiva dele por ele ser branco e ‘alemão’.
Em todos os momentos ele faz referência ao entregador, porém não cita o homem. A injúria foi registrada na Delegacia de Polícia Civil de Artur Nogueira e o caso deve ser investigado.

O que dizem os áudios

Em um dos áudios, enviados para o celular do restaurante, com ofensas de cunho racista. “Cara, eu vou fazer um comentário racista porque eu odeio este cara. Tinha que ser preto mesmo… filho da p*Eu peço marmita, quando eu peço geralmente de quarta, porque tem torresmo e feijoadinha né? Feijoada ‘me engana que eu gosto’, no restaurante São Luiz. Quando veio um entregador preto, com cara de bandido, com um nariz parecendo um chimpanzé, aquele lazarento não fala bom dia. E ele pega digita o código lá, o valor, e quer pegar o meu cartão pra passar por aproximação, preciso olhar o que ele digitou, este animal. E assim, aconteceu todas as vezes que ele veio aqui, todas. E eu acredito que ele me odeia, por eu ser branco, alemão e velho, (risos). Acho que ele me odeia. Mas o ódio é de ambas as partes, porque eu odeio este chimpanzé”, finaliza o áudio atribuído ao cliente.
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