05/12/2011

Pilotos cegos

Os passageiros entram na aeronave, se acomodam em seus lugares e logo em seguida entra o comandante usando óculos escuros e segurando uma bengala. Ao vê-lo, a comissária de bordo aproxima-se dele, toca-lhe braço, o comandante põe mão sobre o ombro dela e seguem os dois em direção à cabine de comando. Pouco depois, entra […]

Os passageiros entram na aeronave, se acomodam em seus lugares e logo em seguida entra o comandante usando óculos escuros e segurando uma bengala.

Ao vê-lo, a comissária de bordo aproxima-se dele, toca-lhe braço, o comandante põe mão sobre o ombro dela e seguem os dois em direção à cabine de comando.

Pouco depois, entra o co-piloto, também de óculos escuros e bengala. O co-piloto põe a mão sobre o ombro da comissária e os dois seguem em direção à cabine.

Alguns passageiros ficam um tanto preocupados com o perfil da tripulação, mas a maioria não percebe nada diferente. A comissária fecha a porta da aeronave, faz a inspeção dos passageiros para assegurar-se de que todos estão com o cinto e senta-se em seu lugar.

Os motores da aeronave roncam e vai ganhando velocidade. Vai cada vez mais rápido, e ganhando velocidade, mas nada de sair do chão. Os passageiros percebendo que o avião estava quase no fim da pista e nada de decolar começaram a gritar.

Nisso, A aeronave começou a levantar vôo.

Nesse momento, o comandante fala para o co-piloto:

– Qualquer dia desses se essa turma não gritar na hora certa, estaremos perdidos.


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