04/11/2019

Nogueirense conta história de superação ao ser mãe com 50 anos

Eliana Conceição Barbosa concebeu Vitória Stefani há quatro meses; Dona de olhos cativantes, a bebê alegra o dia a dia da família

Da redação

O Portal Nogueirense traz nessa reportagem o exemplo de uma mulher que possui uma inspiradora história de superação e conquista. Contrariando os fatores biológicos da idade, Eliana Conceição Barbosa se tornou mãe aos 50 anos. Ela passou por muitos momentos difíceis na vida e hoje tem motivos de sobra para sorrir devido ao nascimento da filha.

A funcionária pública municipal, Eliana Conceição Barbosa, é natural de Artur Nogueira e reside no Jardim Planalto. Casada com Ivo Neves Amaral, o casal teve a felicidade de receber a chegada da pequena Vitória Stefani, hoje com apenas quatro meses de vida. Dona de um temperamento tranquilo e olhos cativantes, a bebê alegra a todos que a cercam.

Eliana, mãe de Vitória Stefani, conta que a gravidez foi para ela uma grande surpresa, que se tornou um verdadeiro presente. Sem saber que estava grávida, ela descobriu a gestação já aos sete meses. “Eu não esperava mais ter uma filha. Tinha engordado um pouco, mas pra mim era normal. Não sentia enjoo ou desejo. Eu sou hipertensa, então as vezes me subia a pressão e eu ia ao posto, mas nada demais que me indicasse alguma pista. Então um dia eu não estava me sentindo bem, um pouco ruim da barriga, e fui ao posto de saúde. Chegando lá eu passei pela consulta e relatei o que estava sentindo. À princípio o médico me disse que não era nada demais, me passou apenas um remédio. Então uma enfermeira que eu já conhecia fez um desses exames instantâneos que constatou a gravidez. Eu já estava com sete meses. Isso foi uma surpresa para mim e para o médico”, conta ela.

A munícipe relata que, além da surpresa de descobrir que estava grávida aos 50 anos de idade, também se deparou com uma questão importante: ela não havia se programado para receber a filha. Não havia adquirido enxoval e nenhum aparato para quando a bebê nascesse. “Meu primeiro pensamento foi: E agora, o que é que eu vou fazer? Não tinha me programado, não tinha nada para a neném, enxoval, nada, e faltavam apenas dois meses para eu ganhar ela. Mas Deus preparou tudo, meus amigos e minha família me ajudaram muito. Foi muito bom me sentir acolhida naquele momento, saber que as pessoas gostam de mim, e que em uma hora como aquela, eu tinha com quem contar”, diz emocionada.

Mulher de coração generoso, Eliana já havia tido uma experiência materna anteriormente, quando ela e a família acolheram um bebê de apenas três meses de idade. Hoje com 30 anos, Edson Aparecido Rodrigues é casado e continua morando em Artur Nogueira junto da esposa Isabela e a filha Nicole. Em 2013, Eliana vivenciou uma das fases mais difíceis da vida dela. Grávida de outra criança – uma menina também – certo dia ela não se sentia bem e procurou um médico. Ao passar por uma consulta, grávida de nove meses, ela recebeu uma injeção de Buscopan e retornou para casa, foi quando sofreu um parto espontâneo. De acordo com Eliana, sem estar em um local adequado para o parto e devido ao bebê ter nascido primeiramente pelos pés e não pela cabeça, a criança engasgou com o líquido amniótico, vindo à falecer. “Quem conhece a minha história sabe. Eu que já tenho depressão há 12 anos, sofri muito com essa história, ficou um buraco em meu coração, procurava não pensar mais nisso. Mas a Vitória Stefani é pra mim uma superação. Quando eu vi o rostinho dela no hospital, aquilo preencheu a minha vida. Ela foi uma benção pra mim, a minha vida mudou muito. Para quem me conhece e me via antes, ao me ver agora diz que sou outra pessoa”, conta Eliana.

Edson com a esposa Isabela e a filha Nicole

A família também enfrentou outra perda difícil em agosto desse ano (2019), quando Jurandir Barbosa, pai de Eliana, faleceu. O patriarca da família representava o alicerce de vida para eles. Frente à essa dolorosa despedida, Vitória chegou para também acalentar a dor dessa falta. “Meu pai saiu de casa andando para o hospital e não voltou mais. Mas eu tive a satisfação dele ter conhecido a neta, embora isso tenha acontecido por menos de dois meses”, lembra.

Jurandir com as netas Stefani e Vitória

Apesar de ter engravidado aos 50 anos, Eliana relata que a gestação dela foi tranquila e sem complicações. O processo de recuperação pós-parto também, não houve nenhum percalço ou sinal de problemas em relação à saúde dela ou de Vitória Stefani. “Foi uma gravidez tranquila. Na minha última consulta, eu já estava de 40 semanas, então a médica sugeriu fazer a cesária e eu topei. A Vitória nasceu às 11h30 do dia 12 de junho. Ela é tão linda, eu fiquei boba. Não esperava que nessa idade teria uma filha”, expressa.

O nome composto da bebê de Eliana carrega um significado muito forte e especial para a família. Vitória representa o sentimento que Eliana tem ao ser mãe depois de superar a perda da outra filha. Já Stefani, é uma homenagem que Ivo e Eliana, pais da criança, fizeram à sobrinha, que sempre apoiou e acompanhou a história de luta presente na vida da tia. Stefani, sobrinha de Eliana, conta que a homenagem foi algo muito especial para ela também. “Meu tio [Ivo] que quis colocar o meu nome no dela como homenagem, e quando ele chegou com a Certidão de Nascimento e me mostrou, nossa, foi muito emocionante para mim. Eu sempre estive junto da minha tia, e no dia que ela foi para o hospital para ter a Vitória, eu estava lá também. A Vitória veio para mudar a vida dela. Sou uma pessoa muito apegada à minha família, tudo o que eu puder fazer eu faço, e eu sinto que ela [bebê] será a segunda Stefani nessa família. Amo muito ela,” descreve Stefani com lágrimas nos olhos.

Vitória Stefani com a prima Stefani, que inspirou o nome da bebê

Eliana também demostra gratidão pelos cuidados da sobrinha para com ela e a filha. “Eu carreguei minha sobrinha no colo, dei banho e vi crescer. Pra mim foi muito especial essa homenagem. Ela me acompanhou muito nessa gravidez. No dia que a Vitória nasceu, a primeira roupinha que ela vestiu foi a Stefani quem deu”, completa.

Mesmo o processo de gestação e nascimento de Vitória Stefani ter sido tranquilo e mãe e filha estarem saudáveis, Eliana relata que o futuro é algo que à preocupa um pouco. Diante de um mundo tão competitivo e com tanta violência, ela possui o mesmo sentimento de preocupação que toda mãe tem em relação aos filhos. “Tenho um pouco de preocupação sobre o futuro, fico pensando se vou ter saúde para ver ela crescer. Mas está nas mãos de Deus, vou fazer o máximo por ela. Sei que a maternidade é um desafio muito grande, uma missão mesmo. Acho que Deus me deu ela para que a minha vida mudasse, para eu ajudar ela e ela me ajudar. O nascimento dela pra mim representa a continuidade da vida e do tempo. Ela é a minha inspiração, aproveito cada minuto”, destaca.

Para mulheres e casais que pretendem ter filhos, mas que por algum motivo enfrentam dificuldade para isso, Eliana aconselha para que não desistam. O sonho de ter um filho também não era algo visto como possível para essa mãe, mas que aconteceu na hora certa. “Muitas mulheres e casais que estão tentando ter filhos, mas não estão conseguindo, eu digo para que não desistam. Mulheres que chegaram à faixa dos 40 anos, por exemplo, e que não conseguem ter filhos, não desistam de tentar. O que for pra ser, será”, relata.

Eliana com a filha Vitória, a sobrinha Stefani, a irmã Adriana e a mãe Lázara

Com essa inspiradora história de superação e exemplo de convívio e união familiar, o que não faltam são planos para o futuro de Vitória Stefani. Sempre cercada pelos familiares, ela esbanja sorrisos e simpatia. Que essa história sirva de inspiração à quem pensa em sentir o sabor da maternidade e da paternidade.

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