27/10/2017

Moradores planejam passeata por jovem desaparecida em Artur Nogueira

Encontro acontecerá neste sábado às 14h na Praça do Coreto

Da redação

Às vésperas de completar um mês, o desaparecimento da adolescente Arieli Pinheiro dos Santos, moradora de Artur Nogueira, continua um mistério. A Polícia Civil, que investiga o caso, continua sem pistas que possam levar ao paradeiro da jovem. Já a família, aguarda aflita pelo tão esperado retorno da garota para casa.

Por isso, moradores da cidade decidiram planejam uma passeata em prol da jovem. O encontro acontecerá neste sábado às 14h na Praça do Coreto. O intuito da iniciativa é não permitir que o caso seja esquecido e negligenciado pela população e autoridades. Desde o ocorrido, familiares de Arieli tem utilizado as redes sociais a fim de mobilizar munícipes.

Arieli foi vista pela última vez por familiares na noite de 1º de outubro. O desaparecimento dela foi comunicado à Delegacia de Polícia Civil do município na madrugada do dia seguinte. A adolescente, de 13 anos, havia saído de casa para conectar o celular ao sinal de internet (wi-fi) de um vizinho, no Jardim Laranjeiras. Após ter permanecido fora da residência, na mesma rua em que reside, ela não retornou mais para casa.

A tia de Arieli, Pauliane Pinheiro, foi quem prestou a queixa na unidade policial sobre o desaparecimento, porém, até o momento não obteve pistas consistentes sobre a sobrinha. “A Polícia informou que estão investigando, mas não tivemos nenhuma pista ainda. Já estamos há 27 dias aguardando. Quem souber de algo, por favor, denuncie anonimamente”, relatou emocionada a familiar.

Diversas solicitações por pistas foram feitas a vizinhos, conhecidos e, também, pela internet através da família, incluindo um grupo criado em uma rede social, na tentativa de ocorrer algum direcionamento sobre a localização da jovem. Neste mês, após uma denúncia feita à família, a Polícia Militar (PM) fez buscas na casa de um suspeito de estar com a garota, em Engenheiro Coelho (SP). O registro policial pontua que uma jaqueta feminina tinha sido localizada no carro do homem, embora, a suspeita não se constatou e foi descartada pelas autoridades. Em relação ao averiguado, ele afirmou que a vestimenta encontrada pertencia à irmã dele, sendo então liberado.

Uma outra suspeita recebida pela família indicava um rapaz, morador do município, que costumava se encontrar com Arieli na saída do colégio em ela estuda, na Escola Estadual Magdalena Sanseverino Grosso, Jardim Planalto. Ele foi procurado pelos parentes da jovem, no entanto informou que também não sabe nada sobre a garota. Todo esse desencontro de informações gera ainda mais sofrimento à família, que apesar de tudo, não perde a esperança do reencontro. Ainda de acordo com a tia, Pauliane, o relacionamento de Arieli em casa era normal, sem conflitos, não havendo motivos para a jovem não querer voltar para casa. “Ela é uma menina que se dá bem com todo mundo, nosso relacionamento sempre foi muito bom. Ela jamais iria se esconder ou fugir de nós”, reitera.

Familiares e amigos de Arieli chegaram a fazer uma primeira manifestação de protesto em frente ao local em que ocorria o evento de rodeio em Artur Nogueira, na noite de sábado (14). O grupo, formado por 30 manifestantes, estava com cartazes e pedia mais agilidade nas investigações da Polícia Civil. “Minha filha desapareceu e ninguém faz nada. Peço ajuda da Polícia e de todos que possam me ajudar a reencontrar minha menina”, disse Elissandra Pinheiro dos Santos, mãe da jovem, na ocasião da manifestação. Elissandra foi procurada para dar um novo depoimento ao Portal Nogueirense, mas ela não está em condições emocionais de comentar sobre o caso.

O setor de Investigações da Polícia Civil informou ao Portal Nogueirense que as providências cabíveis ao caso estão em andamento. O grande número de casos em investigação, prisões e translado de presos às unidades penitenciárias da região, feitas pelos próprios agentes civis, também costumam tomar o tempo hábil do trabalho desempenhado pelo setor, fator declarado pela própria equipe policial.

Algumas pessoas, incluindo familiares, foram ouvidas em oitivas na unidade policial, porém, até o momento, não há nada que indique um possível paradeiro de Arieli. Conforme a Delegacia, o caso do desaparecimento de Arieli deve seguir para a Delegacia de Investigações Gerias (DIG) de Americana (SP), que deve colaborar para o andamento da apuração.

Caso alguma testemunha identifique a localização da jovem, ou tenha alguma pista a respeito, é preciso ligar para a Delegacia de Polícia Civil do município pelos telefones 3877-1400 / 3877-1100. A Polícia Militar (PM) também pode ser informada pelo número 190 e, a Polícia Municipal, pelos telefones 3877-1823 / 153. Os comunicados podem ser feitos em sigilo e de forma anônima.

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