22/04/2019

Moradores de Artur Nogueira criam projeto de produção comunitária de alimentos

Projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’ foi iniciado há cerca de dois anos e já começa a dar frutos no município

Da redação

Um grupo de moradores de Artur Nogueira deu início a um projeto de criação de hortas coletivas comunitárias no município. Ainda com a produção em fase inicial, o projeto visa incentivar a agricultura sustentável entre os munícipes, ocupando áreas públicas e improdutivas situadas em diferentes bairros da cidade. Como resultado, os alimentos produzidos nos espaços deverão ser compartilhados entre a população, creches e entidades filantrópicas municipais.

Com início há cerca de dois anos, o projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’ já começa a dar frutos. O primeiro espaço ocupado pelo projeto está localizado em uma área verde na Rua Antônio de Sá, no Jardim Rezek. Pelo menos oito pessoas se empenham atualmente no plantio de alimentos cultivados sem a aplicação de agrotóxicos no local.

No pouco tempo de atividade, já foram plantados diversos tipos de alimentos, como por exemplo, manjericão, couve, abóbora, alface, almeirão, chicória, beterraba, rabanete, espinafre, pimenta, pimentão, vagem, pepino, mandioca, alecrim, além de de árvores frutíferas e plantas medicinais. Os cultivadores e algumas pessoas residentes nas imediações do local utilizado para o plantio já se servem de algumas porções desses alimentos.

Carlos Caressato, um dos incentivadores do projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’, relata que a iniciativa ainda está em fase de implementação, mas com o apoio da população, o objetivo é que esse trabalho seja semeado em vários bairros da cidade. “Artur Nogueira é privilegiada por ter muitas praças e áreas verdes, onde não se pode construir, ou também, áreas de preservação ambiental. Esses espaços poderiam ser aproveitados e ocupados pela população para o cultivo de alimentos, de forma organizada, se tornando áreas produtivas. O objetivo do projeto é justamente esse, ocupar essas áreas que estão em vários pontos da cidade, inclusive, aquelas em que estão sendo depositados entulho e lixo. Esses espaços podem ser limpos e se tornarem áreas de plantio”, explica.

Esse tipo de iniciativa, promovida para o cultivo de alimentos em benefício ao coletivo urbano, já foi adotado em outros países, como a Inglaterra, Japão, França, Itália e México. Espaços que antes eram inocupados, foram transformadas em locais de plantio de alimentos para o consumo da população. No Brasil, em cidades como São Paulo, Londrina (PR) e Curitiba (PR), também já é possível encontrar espaços públicos transformados em hortas e canteiros para a produção de temperos, hortaliças e verduras, iniciativas que se mostram uma tendência.

Em Artur Nogueira, além de haver a possibilidade dos moradores se servirem com o que a produção da horta ecológica gerar, os alimentos também poderão ser destinados à entidades filantrópicas e, até mesmo, creches municipais. “Além de contribuirmos com as entidades do município e também com as creches, esses espaços podem ainda se tornar locais de ensino ambiental para estudantes e de interação entre os moradores. É possível construir um mundo melhor, basta ter vontade e trabalhar por isso”, pontua.

Há cerca de uma semana, Caressato protocolou junto ao Serviço de Água e Esgoto de Artur Nogueira (Saean), um pedido de instalação de um ponto de água no local de plantio do projeto, no Jardim Rezek. Colaboradores que atuem junto ao projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’, fariam o trabalho de manutenção da área, promovendo a irrigação do solo, o plantio dos alimentos, limpeza do espaço, entre outros cuidados necessários. O sistema de compostagem para adubação e a captação de água da chuva, também estão sendo pensadas de forma estratégica para o projeto.

Conforme a iniciativa do projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’ se fortalecer e começar a se espalhar para outros pontos da cidade, muitas pessoas deverão ser beneficiadas como o trabalho comunitário, inclusive, pessoas carentes da cidade. Para que isso aconteça, a expectativa é que a própria população se mobilize e promova a contribuição com o projeto, sem que o mesmo dependa apenas do incentivo do Poder Público. “Somos capazes de fazer um trabalho assim, produzir alimentos de forma sustentável e tornar a sociedade mais coletiva. Precisamos fazer sem ter que esperar a ação vinda da política, fazer por nós mesmos. O mundo pode ser mais simples e menos burocrático”, conclui Caressato.

Interessados em contribuir para o projeto ‘Horta Ecológica Comunitária’ podem entrar em contato diretamente com Carlos Caressato pelo telefone (19) 9.9604-0438 para se informar sobre como auxiliar a iniciativa.

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