31/07/2016

Moradora de Artur Nogueira conta como emagreceu 57 kg em um ano

Jamila Fontana decidiu perder peso sem auxílio de remédios ou cirurgia.

Rui do Amaral

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Você, leitor ou leitora, responda: qual foi a última vez que se pesou? É comum, mesmo nos dias mais corridos, dar aquela entradinha discreta em uma farmácia apenas para dar uma conferida no ponteiro da balança. E nessa hora vale tudo: pedir para alguém segurar a sacola, tirar o casaco e até mesmo ficar descalço. Tudo para evitar uns “quilinhos a mais”. Quem nunca? Acontece que, na maioria das vezes, as pessoas só se arriscam a conferir o peso quando sentem que podem esperar algo a mais (ou, nesse caso, menos). Afinal, por que alguém se pesaria se tivesse a certeza que o número registrado no visor não lhe agradaria? Jamile Fontana, moradora de Artur Nogueira, mesmo sabendo que estava acima do peso ideal, decidiu arriscar. O resultado? 133 quilos. A reação imediata foi ir para casa e se entregar ao choro. Porém, era o primeiro dia de uma nova vida.

Ao despertar no dia seguinte, Jamila decidiu que era a hora da mudança. Não mais choraria ao descobrir seu peso. Ao contrário, trabalharia duro para mudar a realidade de sua saúde. Foi a partir de uma reeducação alimentar completa e de exercícios físicos frequentes, que a nogueirense conseguiu dar a volta por cima e emagrecer não menos do que 57 quilos. E os resultados foram muito maiores e mais significativos do que um simples número na balança ou nas roupas que veste. Resumindo, a mudança na vida de Jamila trouxe a ela uma verdadeira qualidade de vida.

No dia em que completa 30 anos, Jamila conta, em uma breve conversa com o Portal Nogueirense, sobre como enfrentou as dificuldades que uma mudança radical envolve. O resultado, inclusive, fez com que a moradora de Artur Nogueira fosse destaque em uma conceituada revista sobre saúde. Confira a história de superação e as dicas de Jamile, que perdeu 57 quilos em menos de 12 meses.

Quando você se deu conta que estava acima do seu peso ideal? Sempre tive essa consciência, mas já tinha me acomodado com a situação. Um dia, passando pela farmácia com meu marido e minha filha, resolvi me pesar. Esperava um peso bem acima, mas não o que a balança apontou: 133 quilos. Cheguei em casa chorando muito e mudei tudo logo no outro dia.

Como era sua rotina e alimentação nessa época? Comia muito mal. Alimentos processados, doces, refrigerantes, fast food e era totalmente avessa a legumes e verduras. Não comia absolutamente nada dessas coisas saudáveis e era muito sedentária.

Que dificuldades você enfrentava por estar acima do peso? Esteticamente falando, não encontrava roupas e tinha uma autoestima totalmente prejudicada. Mas o que mais pegava era a saúde, já que minha pressão arterial era alta e eu tinha muita fadiga. Inclusive eu tomava medicação para o estômago.

O que te motivou a emagrecer? Em primeiro lugar minha filha, queria dar orgulho para ela e também queria estar bem para acompanhar seu crescimento. Queria dar orgulho a minha família, pois ela é tudo para mim. Outra coisa que também me motivou foi o medo de fazer 30 anos, que completo hoje (31). Desde os 20 anos tenho medo dos 30. E no fim vou chegar bem melhor aos 30 do que cheguei aos 20, é meu melhor aniversário de todos.

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Você chegou a pensar em fazer uma cirurgia de redução de estômago? Pensei sim, cheguei a fazer algumas pesquisas para realizar a cirurgia pelo SUS. Mas, durante essas pesquisas, me deparei com pessoas que voltaram a engordar ou que ficaram com a saúde debilitada. Então não adianta, a mudança tem que ser primeiramente na cabeça, só assim se muda o resto. E fora a privação que se tem para comer, admiro quem consegue.

O que as pessoas diziam quando você decidiu emagrecer sem cirurgia? Elas te apoiaram? Sempre tive o apoio da minha família, tenho certeza que ficariam ao meu lado se optasse pela cirurgia, mas todos, principalmente minha mãe e meu marido sempre pregavam que eu deveria me alimentar melhor e que só isso já seria suficiente.

Você já havia tentado fazer alguma dieta antes? Muitas, desde a adolescência, mas sempre desistia no meio do caminho por serem meio inacessíveis e caras e também por falta de vontade própria.

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Você estabeleceu uma meta de emagrecer 50 kg. Por quê este número? Na verdade, quando comecei, em uma conversa entre a família, eu disse aos prantos: “preciso eliminar 50 quilos e ainda assim vou estar gordinha”. Por isso, este número ficou como meta. Mas, hoje em dia, já eliminei 57 quilos e estou agora em busca de massa magra para melhorar a flacidez. Creio que vou acabar chegando em 60 quilos eliminados.

O início da dieta foi muito difícil? Nos conte um pouco sobre os primeiros dias. Foi muito difícil abdicar de coisas que você come a vida inteira, todos os dias, realmente não é fácil. E ainda não é. No começo chorava a cada “não” que tinha que falar, mas quando o ponteiro da balança começa a baixar eu percebia que tudo valia a pena.

A partir de quando os resultados começaram a aparecer? Logo no primeiro mês foram 7 quilos a menos. Eu não via a hora de chegar nos 10. Eu notei a melhora rapidamente, as pessoas de fora começaram a notar quando bati 30 quilos eliminados.

Qual a maior dificuldade durante esta dieta? Você chegou a pensar em desistir? A maior dificuldade é abrir mão dos doces. Hoje em dia, como estou mais próxima a minha meta, me permito um doce de vez em quando, durante um momento especial em família. Nunca pensei em desistir, as vezes bate um desanimo, aí dou uma olhada nas minhas fotos de antes. Tenho também uma calça e uma bermuda guardadas para me lembrar de onde eu vim e para onde nunca mais quero voltar. Aí o ânimo volta com tudo.

Quais foram os métodos escolhidos para emagrecer? De onde você os descobriu? No primeiro mês contava as calorias (dieta dos pontos). Um dia falei para o meu marido: “se eu tiver que contar mais algum ponto eu enlouqueço”. Aí fui pesquisar e acabei encontrando uma reportagem com uma médica sobre uma dieta chamada paleo/lowcarb. Consiste em comer o menos industrializado possível e na diminuição de carboidratos e açúcares.

Como você se alimenta atualmente? A base da minha alimentação são legumes, verduras, carnes, queijos amarelos, oleaginosas e gorduras do bem. Consumo a gordura natural do alimento, sem medo. Não como nada light, diet e evito grãos. E não como de três em três horas. Como quando tenho fome, quando o corpo pede. Aprendi a ouvir o corpo, ele fala, nós é que não escutamos.

Qual sua rotina de exercícios? Depois de cinco meses na dieta, entrei na academia, o proprietário Bill entendeu todo o processo e tem dado o suporte necessário. Pretendo levar isso para a vida, velhinha e puxando ferro (risos).

O que mudou na sua vida após emagrecer 57 kg? Mudou tudo! Saúde, autoestima e disposição. Tem pessoas que demoram a me reconhecer na rua. Acho engraçado, porque como me vejo todos os dias, não noto essa mudança toda que as pessoas falam.

Sua história virou uma reportagem em uma grande revista sobre saúde. Como foi este processo? Eles entraram em contato comigo em março deste ano e me convidaram a tirar as fotos e fazer a entrevista numa academia em São Paulo. Fiquei muito feliz, foi uma super-realização pessoal. Olho a revista e ainda não acredito que estou lá.

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Nos conte um pouco sobre o seu blog. Que conteúdos você publica? Hoje em dia estou com três redes sociais diretamente ligadas ao emagrecimento. Instagram (@milla.lchf), que conta com 3,2 mil seguidores e cresce a cada dia, Facebook (Milla.lchf), com 1,7 mil seguidores e Snapchat (millafontana). É tudo basicamente focado na minha alimentação diária, receitas e dicas. Virou um comprometimento e acaba acontecendo até de formar amizades com pessoas de muito longe. Coisas que só mesmo a internet permitiria.

O que você diria para alguém que está acima do peso e já desistiu de tentar emagrecer? Nunca é tarde. Se você mesmo não acreditar, quem vai? Não importa qual a dieta ou o método. Se for saudável e se te fizer feliz, isso que importa. Tem uma frase de Oscar Wilde que eu adoro e diz tudo: “Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda a vida”.


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