27/03/2018

Moradora cria projeto de incentivo à leitura em Artur Nogueira

Casinha do livro disponibiliza gratuitamente exemplares que devem ser passados adiante

Alysson Huf

Na esquina das ruas Alberto Boer e Humberto Rossetti, um objeto diferente tem chamado a atenção da vizinhança. Parece uma espécie de abrigo para passarinhos em meio a flores, mas, dentro dele, há apenas livros. E mais: os livros ali contidos podem ser levados gratuitamente por qualquer pessoa, sob a condição de, após a leitura, serem passados adiante e doados para outros leitores.

A ideia de criar a Casinha do Livro surgiu na cabeça da engenheira civil Gislaine Tagliari. Ela se inspirou em projetos semelhantes que viu na capital paulista, em locais como pontos de ônibus e estações de metrô. Com ajuda da família, a nogueirense arrecadou 90 exemplares doados, catalogou, carimbou e confeccionou a casinha de madeira que abriga as obras.

A proposta, segundo Gislaine, é dar às pessoas mais acesso aos livros. “A gente sempre tem um livro que, após a leitura, acaba deixando numa prateleira ou estante, e fica lá parado. A intenção é fazer que esses livros circulem e cheguem a outras pessoas”, explica.

Cada livro pertencente ao projeto passa, em primeiro lugar, por uma catalogação. Eles são inscritos no site do BookCrossing e recebem um número de identificação. Em seguida, são carimbados para que os leitores entendam o que é o projeto e para que se saiba que as obras não podem ser vendidas, apenas doadas e passadas adiante. Só então eles vão para a casinha.

A ideia é que as pessoas passem pelo local, escolham um livro de sua preferência e levem para casa. Ao término da leitura, a pessoa pode acessar o site do BookCrossing, digitar o número de registro do exemplar e comentar o que achou da leitura. Em seguida, a obra pode ser dada a alguém ou deixada num local público, como praça ou rodoviária.

Os leitores seguintes do livro poderão fazer a mesma coisa. Com isso, como diz o próprio site do BookCrossing, a ideia é transformar o mundo inteiro numa biblioteca. “Este é um livro livre. Ele pertence a todos que apreciam a leitura. Fique com ele o tempo que precisar, depois passe adiante”, afirma o texto carimbado dentro das obras incluídas no projeto.

Gislaine comenta que também são aceitas doações de livro. Segundo ela, a casinha foi instalada no dia 17 de março, um sábado. Em uma semana, mais de 50 livros foram levados, e outros cinco foram doados no local – sempre dentro de sacolas plásticas para distinguir os livros já catalogados dos que ainda passarão pelo processo.

Livros de diversos gêneros já passaram pela casinha e podem ser doados. No entanto, aqueles de caráter mais técnico são disponibilizados via internet. Para ter acesso a eles, basta conferir a página da Casinha do Livro no Facebook e escolher o seu.

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