08/07/2019

Justiça arquiva investigação de receptação envolvendo ex-prefeito de Artur Nogueira

Luiz de Fáveri era citado como um dos responsáveis pela venda de um trator com suspeita de ter sido furtado em Conchal (SP), em abril do ano passado (2018)

Da redação

Um processo de investigação por receptação criminosa de veículo, envolvendo o ex-prefeito de Artur Nogueira, Luiz de Faveri, estava em andamento pela Justiça desde o ano passado (2018). Porém, em maio deste ano, o caso foi arquivado. Tudo começou após um trator ter sido furtado de uma propriedade rural em Conchal (SP), e um veículo semelhante ser localizado em uma loja de veículos em Mogi Guaçu (SP), tendo o ex-prefeito como um dos responsáveis pela negociação. Em maio deste ano, após ser julgado pela Justiça, o caso foi arquivado e o ex-prefeito absolvido.

O Boletim de Ocorrência (B.O.) referente ao caso de furto foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Conchal (SP) em abril de 2018. Conforme o documento especifica, um produtor rural da cidade teve um trator de marca Massey Ferguson vermelho – ano 1985, subtraído de sua propriedade rural, juntamente com um tanque de 500 litros e uma barra de pulverização. O furto aconteceu durante a ausência da família que reside na propriedade, situada no bairro Peres. A Guarda Civil Municipal (GCM) chegou a ser acionada, mas nenhum suspeito pelo delito foi identificado na época.

Posteriormente, em junho do mesmo ano (2018), a vítima do furto localizou um trator com as mesmas características que o veículo furto em uma loja, situada em Mogi Guaçu (SP). O referido trator estava no local para venda, sendo o ex-prefeito de Artur Nogueira, Luiz de Faveri, um dos responsáveis pela negociação junto à loja. Após levantar a suspeita de que o veículo poderia ser de fato o mesmo que foi subtraído da propriedade, o produtor rural procurou a Polícia Civil para efetuar a queixa.

Os agentes estiveram na referida loja de veículos para a apuração do caso e o trator foi apreendido para uma perícia. Apesar da suspeita por parte do proprietário do trator furtado, houve divergência entre o número de série na apólice de seguro do veículo com o número de série do trator localizado.

Durante o período de apuração do caso pela Polícia Civil, Luiz de Faveri entre outros envolvidos no caso prestaram depoimentos às autoridades, negando que o veículo localizado fosse proveniente de uma ação de furto. Posteriormente, já em maio deste ano (2019), mediante a apuração judicial sobre o caso, o referido processo foi arquivado, sendo constatado que o trator encontrado na loja de Mogi Guaçu (SP) não se tratava do mesmo veículo furtado em Conchal (SP), descartando assim a possibilidade do crime de receptação criminosa por parte de Luiz de Faveri, ou das outras partes presentes na negociação de venda.

O advogado responsável pela defesa do ex-prefeito, Dr. Richardson Faria, relata que o cliente dele nunca teve parte em casos de receptação criminosa, incluindo o que envolve o referido trator. “Meu cliente não fez nada de errado, tanto é que o processo foi arquivado. Totalmente injusto o que aconteceu, depois da apuração dos fatos, a Justiça entendeu que não houve crime”, relata.

Já Luiz de Faveri, ex-prefeito de Artur Nogueira e investigado na denúncia de suspeita de receptação referente ao trator localizado em Mogi Guaçu (SP), relata que as acusações feitas contra ele através de noticiários repercutidos em Artur Nogueira se tratam de intenções políticas. “Me acusaram sem provas, para denegrir meu nome e tentar desmoralizar a posição política do meu filho (Rodrigo de Faveri – PTB), que se opõe a muita coisa na atual política de Artur Nogueira. Se preocupam tanto em destruir a imagem das outras pessoas que se esquecem da imagem deles, mas o tempo ainda nos mostrará muita coisa. Só espero que todos aqueles que me criticaram e me julgaram quando as matérias jornalísticas noticiaram essa acusação, agora reflitam um pouco”, desabafa.

Com o arquivamento do referido processo pela Justiça, Faveri está isento da acusação. A decisão deverá ser informada à Polícia Civil de Mogi Guaçu (SP) que instaurou o inquérito sobre o caso.

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