11/12/2012

IBGE: Apenas 5% da população nogueirense possui ensino superior

Sociólogo comenta sobre a importância da educação profissional

Dos 44.177 habitantes de Artur Nogueira, apenas 2.275 possuem ensino superior completo, ou seja, 5% da população nogueirense cursou e concluiu algum curso superior em centro universitário, faculdade ou universidade. Os dados são do Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as informações divulgadas pelo instituto de pesquisa apontam ainda que 18.590 nogueirenses não possuem instrução e têm ensino fundamental incompleto, 7.665 habitantes do município possuem fundamental completo e médio incompleto e 9.164 moradores são formados no ensino médio e possuem superior incompleto.

Em relação ao número que representa os habitantes que possuem ensino superior completo, Artur Nogueira perde para municípios como Cosmópolis, que tem 2.883 moradores com superior completo, Limeira, que possui 22.364 limeirenses com faculdade e Mogi Mirim, que tem 8.518 habitantes com ensino superior completo. “É muito difícil um morador de Artur Nogueira fazer faculdade, pois os alunos têm que estudar fora da cidade e isso gera gastos a mais para os estudantes, pois, além de pagar o curso, a pessoa terá outros custos como transporte, por exemplo. Eu creio que o que mais gera dificuldade é a questão financeira. Por ser um investimento de longo prazo, algumas pessoas acabam desistindo no meio do caminho sem se formar”, opina a recepcionista Gabriele Franco, que tem 21 anos, mora em Artur Nogueira e possui ensino técnico completo em massoterapia.

Alguns municípios vizinhos como Engenheiro Coelho e Holambra estão abaixo de Artur Nogueira no quesito habitantes com ensino superior, pois apenas 995 coelhenses possuem algum curso universitário e 1.228 holambrenses portam diploma universitário. Para o sociólogo Marcos Eduardo Gomes de Lima, a educação profissional transforma a vida das pessoas e é fator fundamental na busca pelo sucesso. “Primeiro, a educação é um caminho reconhecido empiricamente para o sucesso pessoal, pois é visível e notório que pessoas educadas se dão melhor na vida sob vários aspectos. Segundo, as famílias mais pobres não são diferentes das ricas quanto à influência histórica de se atribuir status ao diploma universitário. Isto vem da herança colonial, onde quem não tinha terras, deveria ostentar um título de “doutor”, para ter reconhecimento social. Terceiro, o atual estágio do capitalismo na sociedade brasileira tem exigido um mínimo de educação formal para considerar alguém capacitado ao trabalho. Assim, vários elementos se somam impulsionando as pessoas para a busca da educação profissional”, finaliza o sociólogo.


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