29/06/2018

Grupo Bom Retiro fala das queimadas clandestinas e as implicações para Artur Nogueira

Desde janeiro deste ano, liminar da Justiça de São Paulo que proibiu as queimadas na colheita de cana-de-açúcar no interior do estado entra em vigor em 100% das áreas de produção

Noemi Almeida

Tosse, alergia, roupas e quintais sujos de fuligem – são muitas as razões pelas quais as pessoas reclamam das queimadas de cana. Entretanto, diferente do que imaginamos essa prática não é mais utilizada pelas empresas sucroalcooleiras e, normalmente, a fuligem que sentimos vem de queimadas clandestinas. Prática que não afeta somente o morador da cidade, mas também as empresas produtoras de cana.

Desde janeiro deste ano, uma liminar da Justiça de São Paulo proíbe as queimadas na colheita de cana-de-açúcar no interior do estado. Essa prática, que facilitava o corte manual da cana e era regulamentada pela lei Lei nº 11.241/02, foi gradualmente substituída pelo uso de maquinários que facilitam ainda mais a colheita e a fazem em um tempo menor. “As máquinas garantem a colheita sem a necessidade de uso de queimadas e com um melhor aproveitamento da cana, contribuindo portanto com um imenso ganho na emissão de gás carbônico que prejudica o meio ambiente”, afirma Elisangela Mendes Sarpa, sócia-proprietária do Grupo Bom Retiro.

Para quem acredita que a mecanização da colheita tirou empregos das pessoas da região, isso não é verdade. As empresas sucroalcooleiras tiveram dez anos de adaptação e capacitação de funcionários, que operam as máquinas e garantem a precisão de todo o processo. O Grupo Bom Retiro, por exemplo, conta com 50 contratados efetivos, 20 contratados temporários, além de dezenas de envolvidos, que trabalham para inovar com tecnologia em todos os setores do processo.

A empresa possui uma área aproximada de cultivo de quatro mil e quinhentos hectares entre terras próprias e arrendamentos na região de Artur Nogueira, e presta de serviços agrícolas também em Cosmópolis (SP), Limeira (SP), Conchal (SP), Mogi-Mirim (SP), Engenheiro Coelho (SP) e Mogi Guaçu (SP). “Todas as colheitas são feitas com máquinas de alta tecnologia”, relata Elisangela.

Afinal, de onde vêm as queimadas?

A maioria dos incêndios que ocorrem aqui são provenientes de atos criminosos e de pessoas que não estão envolvidas com a cana”, explica a empresária. Isso implica em prejuízos tanto para a população, que sofre com a fuligem, quanto para a empresa, que interrompe seu ciclo de produção e perde material. “Diferente do que se pensa os incêndios não acontecem só em áreas onde a cana está pronta para ser colhida. Eles acontecem em todos os locais, desde onde a planta ainda não atingiu sua maturidade quanto onde a planta ainda está em crescimento”, reitera.

“Informar a população sobre os prejuízos das queimadas é importante pois nem sempre os incêndios são intencionais”, comenta Elisângela. A palha da cana é altamente abrasiva, o que significa que é fácil de pegar fogo, por isso todo cuidado é pouco. Com o crescimento da área urbana  as plantações são mantidas muito próximas a população. De acordo com ela, bitucas de cigarro, espelhos, óculos quebrados e lixo doméstico são materiais geralmente encontrados pelos funcionários perto de locais onde os incêndios começam. “É difícil de acreditar que as pessoas são responsáveis pelos incêndios, que causam mal a eles mesmos”, finaliza.

O Grupo Bom Retiro trabalha junto à população para eliminar esses incêndios clandestinos e melhorar a qualidade de vida de todos. A empresa, que completa 60 anos, mantém equipes de plantão preparadas para combater focos de incêndios em suas áreas, tanto acidentais como também criminosos e investe em alta tecnologia que planta e colhe a cana sem danificar o meio ambiente e a vida que impera nele. Acesse o site www.grupobomretiro.agr.br e conheça mais da empresa.

 


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