09/04/2015

Família de Artur Nogueira pede doação de sangue para homem internado em Campinas

Sérgio Aparecido Gallo está em coma induzido há duas semanas com infecção nos rins.

Há mais de três semanas Sérgio Aparecido Gallo foi levado ao hospital com fortes dores nos rins e uma infecção na perna. Diabético, não sabia dos males que o acometiam e que o deixaram em coma induzido desde então. Agora, internado no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas, começou hemodiálise. Sem falar, a esposa toma a voz dele e pede: “Meu marido precisa de sangue. Doem todos os tipos.”

sergio galo

Segundo a servente Silvia Gallo, de 55 anos, as dores começaram em dezembro do ano passado, motivo que fez seu Gallo largar a Kombi e os transportes de crianças – trabalho que desempenhava há 22 anos.

O casal mora no centro de Artur Nogueira e tem uma filha, Kátia, que já está casada.

“Foi no dia 18 de março que ele foi pro Bom Samaritano. Estava com muitas dores”, lembra Silvia sobre quando o caso se agravou. “Ele estava com uma infecção na perna e muitas dores. Ficou internado lá por oito dias, mas depois teve que ser transferido.”

Ao chegar no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas, Gallo entrou em coma induzido e foi levado para a UTI. “Ele nem sabe que está lá [UTI]”, diz a esposa com a voz embargada.

Na quarta-feira, dia 8 de abril, a situação piorou e os médicos detectaram a paralisação dos rins.  Quando isso acontece o processo adotado pela medicina é a hemodiálise, um tratamento que limpa e filtra o sangue, fazendo o trabalho que o rim doente não consegue. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. Por isso há a necessidade de sangue, em falta no Hemocentro de Campinas.

“Eu to sofrendo muito. Meu marido é tudo pra mim. A gente está junto há 37 anos… é uma vida, né”, afaga-se Silvia que está esperançosa pela melhora do marido.

Todos os dias, quando pode, ela o visita das 20h30 às 21 horas da noite. Mesmo que ele não converse com ela, ela permanece ali. Acredita que de alguma forma ele esteja sentindo sua presença.

O clamor de Silvia é então por sangue. “Todas as pessoas que puderem doar… qualquer tipo de sangue, por favor, doem.” O local de coleta fica na rua 11 de Agosto, 415, no centro de Campinas, próximo do Hospital Beneficência Portuguesa. As doações ocorrem apenas no período da manhã, das 7h30 às 12h30, de segunda a sexta-feira.

Para doar é preciso estar alimentado e em bom estado de saúde, ter entre 18 e 69 anos e pesar no mínimo 50 kg. Os menores de 16 e 17 anos só podem doar mediante autorização presencial de um responsável. Pessoas com mais de 60 anos que quiserem fazer a primeira doação serão vetadas. O processo da doação consiste em cadastro, pré-triagem, triagem, lanche e leva aproximadamente oitenta minutos. Cada candidato também responde a um questionário e é submetido à verificação de pressão arterial, temperatura e exame de anemia. Também é preciso apresentar documento pessoal com foto.

Mesmo que o sangue não vá para o nogueirense, irá para outra vida que precisa.


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