05/04/2018

Estudantes criam campanha online após agressão de jovem em Artur Nogueira

Universitárias compartilham experiências para denunciar casos de violência contra mulheres

Da redação

Estudantes do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp) criaram uma campanha online após uma jovem, Letícia Fernandes dos Santos, moradora de Artur Nogueira e aluna da instituição de ensino, ser violentamente agredida pelo então namorado, no último domingo (1). Na ação, as universitárias compartilham experiências para denunciar casos de violência e assédio contra mulheres.

Thamiris Senis, estudante do 4º ano do curso de Jornalismo no Unasp, conta que a ideia surgiu na noite desta quarta-feira (4), em sala de aula. “Os professores foram orientados a falar com a gente sobre esse assunto. E a gente estava discutindo isso quando surgiu em nós, mulheres do 4º ano de Jornalismo, o desejo de fazer alguma coisa”, relata.

Segundo a estudante, as redes sociais são meios de dar grande proporção a situações, até mesmo pequenas. “Então resolvemos apelar para a internet e para as redes sociais, que é o lugar onde a gente pode se refugiar. E eu acho que isso tomou as proporções exatas daquilo que a gente esperava”, comenta.

Thamiris afirma que a companha visa conscientizar o público sobre a violência e o assédio contra mulheres. A ação usa duas hashtags, a #NAOMEKAHLO e a #TODOSPORLETICIA. A primeira, segundo a estudante, já existia e serve para dar um maior alcance à campanha; a segunda, explica Thamiris, porque as jovens não queriam expor a universitária agredida, mas desejavam que a causa fosse voltada para ela.

As estudantes, então, montaram uma arte e postaram em suas redes sociais a peça, acompanhada de experiências pessoais que envolveram assédio ou violência. “Então hoje, com a arte montada, fizemos o primeiro post, que foi o meu”, conta Thamiris. ‘E as outras meninas começaram a compartilhar em cima disso, histórias que elas mesmas vivenciaram, dizendo que não é certo ficar calada, não é hora de abafar o caso, nem de fingir que nada aconteceu, que é hora de fazer a diferença”, acrescenta.

A jovem explica também que, para não deixar os homens de fora da ação, foi criada uma espécie da campanha paralela, denominada “Já me calei, mas hoje não me calo”. “Então eles iam apoiar a nossa causa e é isso que eles estão fazendo”, destaca.

A estudante acrescenta que espera ver a campanha tomar proporções ainda maiores. “Porque estamos afim de que as pessoas entendam a importância disso, de não se calar em casos de assédio e violência. E o maior objetivo é mostrar que você [vítima] não teve culpa disso, não tem por que haver agressão ou assédio, nunca é sua culpa [da vítima]”, finaliza.

Ainda na quarta-feira (4), motivado pela agressão de Letícia, o Unasp promoveu uma palestra especial para os alunos. Uma psicóloga da instituição ministrou a apresentação, que tratou sobre o tema dos relacionamentos abusivos.

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