31/07/2018

Estiagem afeta produtividade na agricultura em Artur Nogueira

Plantações de cana, milho, quiabo e banana foram atingidas negativamente por conta do frio e da seca da estação

Noemi Almeida

A chuva já veio mas as consequências do extenso período de estiagem ainda estão presentes, principalmente na agricultura. De acordo com Rosimaldo José Magossi, representante da Secretaria de Obras e Agricultura de Artur Nogueira, diversas culturas como a do milho, quiabo e banana foram atingidas negativamente pela seca que atingiu Artur Nogueira no último mês. “Os girassóis, por exemplo, não se desenvolveram como nos últimos anos, assim como outras plantas”, afirma. Segundo o secretário, isso pode causar o aumento do preço das verduras e frutas nas próximas semanas.

Até culturas semi – perenes, que precisam de um tempo maior para se desenvolverem, foram afetadas. “A colheita da cana-de-açúcar ocorre no período seco (outono/inverno), pois é quando o desenvolvimento da planta diminui e aumenta o teor de sacarose (açúcar), potencializando sua industrialização”, explica Elisangela Sarpa, sócia proprietária do Grupo Bom Retiro.  “Entretanto, como tivemos um outono e inverno com chuvas abaixo do normal, o desenvolvimento da cana não atingiu seu ápice, causando perdas de produção e acelerando o processo de colheita”.

A falta da chuva também trouxe outro problema aos moradores de Artur Nogueira: o aumento da poeira. Para o mecânico de motos Cezar Augusto, o pó trouxe inclusive prejuízos financeiros. Ele possui uma oficina na Rua Ricardo Tagliari, na altura da XV de novembro, que fica próxima às estradas de terra e têm um alto tráfego de veículos pesados. “Ficar aqui foi insuportável por conta do tempo seco que se agrava com a poeira que os caminhões levantam”, afirma. Elisângela Sarpa, do Grupo Bom Retiro, fala que há reclamação dos moradores a respeito do trafego de caminhões para o escoamento da produção agrícola: “Orientamos os motoristas a trafegarem com cautela para evitar o aumento da propagação do pó”, explica.

A população deve estar atenta sobre o descarte correto de lixo, desmatamento e a conservação da água, fatores que contribuem para o inicio de incêndios e interferem no clima. “Como apontam todos os estudos sobre as variações climáticas a falta de chuvas regulares também é causada pela ação do homem. Cada um de nós, pode fazer sua parte, com a preservação das matas, rios e mananciais de nosso município, o descarte consciente do lixo, entre outros”, finaliza Elisangela.

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