19/08/2020

“Entendo que é uma oportunidade do prefeito mostrar claramente que não tem nada de errado”, diz Cristiano

Vereador afirmou que o processo ainda está em análise pelo Tribunal de Contas do Estado

Da redação

O vereador Cristiano da Farmácia (Solidariedade) disse, durante a 18ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Artur Nogueira, realizada na noite da última segunda-feira (17), que a abertura da Comissão Processante para investigar a denúncia contra o prefeito Ivan Vicensotti (PSB), é “uma oportunidade do prefeito mostrar que não tem nada de errado”. Ele fez o comentário durante o espaço da palavra livre.

Na oportunidade, os vereadores aprovaram por oito votos a dois a criação da Comissão Processante, e por meio de um sorteio, foram escolhidos os vereadores Lucas Sia (presidente), Zé da Elétrica (relator) e Rodrigo de Faveri (membro) para compor a comissão.

O parlamentar iniciou o discurso falando sobre o Tribunal de Contas. “O Tribunal de Contas não é dono da razão e entendo que se for seguir a risca tudo que [ele]  exige, nenhum prefeito governa”, apontou o edil.

Para o vereador, a criação da comissão é uma oportunidade para o prefeito. “Entendo que o acolhimento da denúncia, de certa forma é bom para o prefeito, uma grande oportunidade de mostrar que não tem nada errado, apesar de apontado pelo Tribunal de Contas”, argumentou. “O Tribunal de Contas não vive nessa cidade, não sabe da nossa realidade e não sabe o que acontece”, completou.

Em seguida, ele relembrou em que situação a empresa, apontada no Tribunal, foi contratada. “Essa empresa foi contratada logo no início de 2017 e eu já estava sentado nessa cadeira como vereador e eu lembro que a cidade estava um caos de mato e sujeira para todos os lados. As empresas que na época eram contratadas, tiveram todos os contratos cancelados pelo governo anterior [gestão Celso Capato], então o prefeito assumiu a Prefeitura sem nenhuma empresa para fazer a limpeza”, ponderou ele.

O edil ainda discordou do apontamento do Tribunal. “Não quer dizer que esses R$5 milhões não foram gastos, foram sim, tinha gente limpando a cidade, o serviço foi feito, talvez sim, deveria ter havido uma licitação”, frisou.

Apesar de achar que o prefeito Ivan poderia ter feito um processo licitatório, ele criticou o mecanismos das licitações. “Licitação é um problema, foi feito para evitar fraudes, mas por outro lado, cria mecanismos que atrapalham a administração e atrasam muita coisa, como na compra de medicamentos, na compra de material de limpeza, na licitação de serviços, de obras, olha a nossa praça da fonte”, argumentou.

Em seguida, ele falou sobre o trabalho da comissão. “Nesse caso da denúncia, entendo que é uma oportunidade do prefeito mostrar claramente que não tem nada de errado e a Comissão está ai para coletar todos as informações e deixar muito claro para a sociedade e lá na frente, como base em tudo que for levantado, a gente tira as nossas conclusões e votarmos”, discursou.

Por fim, ele lembrou que o processo ainda não foi finalizado pelo Tribunal. “Fala-se tanto do Tribunal de Contas, mas ele não finalizou o processo, ainda está em fase de recurso. Se houve problema e for constatado, manda para o Ministério Público de Contas para executar o prefeito”, concluiu.

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