01/06/2020

“Decreto tem como objetivo o combate ao vírus, mas tenho que fazer minha fiscalização”, afirma Rodrigo

Parlamentar ponderou que decreto abre brechas e que é preciso acompanhar os gastos

Da redação

Durante a 9ª sessão da Câmara de Vereadores de Artur Nogueira, realizada nessa última segunda-feira (27), o vereador Rodrigo de Faveri  (PTB) usou o tempo da palavra livre para explanar e fazer observações sobre o decreto de Calamidade Pública assinado pelo prefeito Ivan Vicensotti (PSB), em virtude da pandemia da covid-19.

“Nós sabemos que o estado de calamidade pública, ele abre algumas exceções e o principal objetivo do estado de calamidade pública é o combate do coronavírus até mesmo para que seja de alguma maneira, ratificado na nossa cidade ou minimizado que não assola só o nosso país, mas o mundo todo”, iniciou. “Quero crer que o principal objetivo do decreto de calamidade pública, seja realmente o combate ao coronavírus”, completou.

Ele ainda elogiou algumas ações tomadas pelo executivo. “A questão da pulverização, com o apoio dos produtores rurais, a abertura do comércio com as restrições sanitárias para que os empresários e comerciantes não deixem de  pagar os seus funcionários  e que o emprego não termine de uma vez, isso é muito importante e foi uma decisão assertiva do senhor prefeito”, declarou Faveri.

Ele, porém, fez algumas ressalvas. “Eu tenho os meu motivos também e não para ser implicante, é o meu dever de vereador, prestar atenção e ter as lentes voltadas para este decreto, porque essas exceções que se abrem, como por exemplo, empréstimos compulsórios, parcelamento de dívidas que é o caso da empresa que fazia a coleta de lixo, e principalmente a dispensa na licitação para alguns contratos”, ponderou o parlamentar.

Ainda segundo Rodrigo, o seu papel é de fiscalizar as ações do executivo. “O decreto tem como objetivo do combate ao vírus, mas eu como vereador, tenho que fazer a minha fiscalização e tenho os meus motivos de outros anos passados desse mandato para qual fui eleito, de não confiar extremamente no Executivo. Como por exemplo, no caso  do Saean, a ETE Stocco, os carros da saúde, que foi devolvido dinheiro dessa casa para arrumar, a Eteng, em que temos casos e mais casos de contratos milionários que nas gestões passadas se faziam com um terço do valor que ela faz”, comentou.

No discurso, o vereador também afirmou não ser contra os funcionário da Eteng, e sim, com o valor pago à empresa. “Elabora-se um plano maquiavélico dizendo que eu sou contrário a Eteng que tem que mandar todos os funcionários embora, o problema não é a frente de trabalho, que são da cidade, continua os funcionários, paga-se mais aos funcionários e ganha menos no lucro da empresa”, sugeriu.

“Baseado nesses aspectos que faz com o vereador Rodrigo de Faveri, juntamente com alguns colegas dessa Casa e convido a todos, que nos atentemos para esse decreto de calamidade pública para que ele seja voltado sim, para o combate ao vírus e não para flexibilizar outros interesses, vocês me compreendem?”, complementou.

“É importante que esse momento agora mais do que nunca, o vereador está fiscalizando o decreto de calamidade público para que ele atinja o seu fim, e não outros fins é para isso que fui eleito, é para isso que o povo voltou em mim e é isso que estou fazendo e vou fazer até o último ia do meu mandato”, finalizou.

Para Faveri, o momento do Legislativo agora é de fiscalização.

……………………………………..

Tem uma sugestão de reportagem? Clique aqui e envie para o Portal Nogueirense.


Comentários

Não nos responsabilizamos pelos comentários feitos por nossos visitantes, sendo certo que as opiniões aqui prestadas não representam a opinião do Grupo Bússulo Comunicação Ltda.