04/12/2010

Clinesp faz reajuste de 86% no plano de saúde dos funcionários públicos

Em reunião sexta-feira, 03, a clínica explicou que aumento foi necessário devido à prejuízo

Cerca de 100 funcionários públicos compareceram na sexta-feira (03), no teatro municipal, Rene Marcos Posi, de Artur Nogueira, para a reunião realizada pela Clinesp e prefeitura de Artur Nogueira.

A reunião teve como objetivo explicar aos servidores o motivo que levou o aumento de 86% no plano de saúde. Segundo a proprietária da Clinesp, Ângela M. G. Luz, o aumento foi necessário devido ao prejuízo que a empresa teve com o último contrato com a prefeitura. “Tivemos um prejuízo de 152,21%, em dinheiro foram mais de R$180 mil, não dava para continuarmos oferecendo o plano sem o reajuste, poderíamos ter feito um acréscimo maior ainda, mas não o fizemos, porque é um orgulho para a Clinesp atender a população desta cidade”, afirma Ângela.

Ainda segundo a proprietária, a clínica cumpriu todos os prazos vigentes no contrato. “Mesmo tendo o prejuízo, não cancelamos os planos em respeito aos usuários, esperamos o contrato vencer”, explica Ângela.

O plano antigo custava R$57. A prefeitura entrava com o subsídio de R$22, com isso o servidor público tinha um investimento de R$35 mensais. “A prefeitura não é obrigada a subsidiar planos de saúde aos seus funcionários, nossa administração aderiu à ideia para auxiliar esses trabalhadores”, afirma o secretário de finanças, Claudinei de Sá.

Com o reajuste, o plano custará R$106, e subsídio da prefeitura de R$22. “Este é o valor que a prefeitura consegue subsidiar aos servidores, é a nossa realidade”, comenta Claudinei.

Ainda segundo o secretário de finanças, houve uma falha por parte da prefeitura em não avisar com antecedência os funcionários sobre as mudanças que ocorreram no plano. “O secretário de administração deveria ter mantido um diálogo com os servidores públicos, foi um erro”, conclui Claudinei.

A mudança nos valores dividiu opiniões entre os funcionários. “O preço antigo estava bom e acessível a todos, agora não está mais. Acredito que quem tenha condições de buscar uma segunda alternativa vai buscar, vou ter que pensar bem antes de aderir este plano”, afirma a servidora pública, Izete Bevenuto.

Outros já acharam o plano acessível. “Eu vou aderir ao plano, achei que os argumentos da Ângela foram justos”, afirma a servidora pública, Silvana Gazola.

Para não interromper o plano, os funcionários públicos terão até o dia 13 de dezembro para aderirem ao contrato.


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