16/02/2016

Centro de Especialidades amanhece com fila de mais de 500 pessoas em Artur Nogueira

Secretaria de Saúde informou que aglomeração ocorreu devido a abertura da agenda de retorno médico.

Cerca de 500 pessoas se aglomeraram na porta do Centro de Especialidades de Artur Nogueira na manhã de ontem, segunda-feira (15), para agendar retorno médico. A fila que saia de dentro do prédio, dava a volta por fora, deixando muitas pessoas em pé e expostas ao calor do sol. Segundo coordenadora do local isso aconteceu devido a abertura da agenda/mês, mas que duas funcionárias devem ser incluídas no atendimento para aliviar dias de fluxo.

Dona Florisbela Cancela da Silva, de 49 anos, chegou às 8 horas para marcar ortopedista e neurologista para o marido e ficou assustada com o tamanho da fila. “Tem gente aqui desde às 5 horas. Gente que tem diabete, pressão alta… E é sempre assim”, critica. “É muita gente doente e as pessoas não podem ficar nesse sol.”

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A mesma reclamação é feita por Maria Isabel de Lima, de 70 anos, que quando abordada pela reportagem, às 8 horas, já estava a duas horas na fila. “É horrível pra gente ficar na fila em pé por duas horas”, reclama a aposentada. Segundo ela, a situação acontece todo dia 15 de cada mês.

De acordo com a coordenadora do Centro de Especialidades Médicas, Vanessa Gabriele Torres Multini, isso acontece por uma falta de entendimento da população que opta por agendar os retornos sempre na abertura de agenda que, embora fique aberta durante todo o mês, superlota nos primeiros dias. “Todo dia 15 nós disponibilizamos essas vagas no sistema e os pacientes acostumaram a vir no mesmo dia, em vez de virem picadinho”, afirma. “Se eu abrir a agenda do ano inteiro, minhas vagas preenchem todas dentro de um mês.” De acordo com ela todos os pacientes são de retorno, ou seja, já consultaram e agora precisam agendar uma nova consulta com os especialistas.

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Como a procura é alta nos primeiros dias de abertura de agenda, as vagas de todo o mês são preenchidas rapidamente, o que acarreta em indisponibilidade de especialistas para pessoas que procuram depois desse período. “Geralmente os pacientes que vem pra cá, vem e ficam. Porque são pacientes crônicos. E esse número vem aumentando. De 30 a 50 novos cadastros diários. Por isso essa fila gigantesca”, explica sobre a superlotação.

Para resolver o problema a coordenadora explica que outros dois funcionários devem ser destacados para integrar a equipe nos dias de maior fluxo. Na segunda-feira apenas duas funcionárias faziam o agendamento.


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