09/08/2018

Cemitério de Artur Nogueira pode ficar sem vagas em 30 dias

Audiência pública discutiu ampliação e/ou escolha de outros locais para receber sepultamentos

Da redação

Os moradores de Artur Nogueira puderam participar de uma reunião que discutiu a ampliação do Cemitério Municipal e/ou um novo local para abrigar entes falecidos. A proposta seria votada, em junho, pela Câmara de Vereadores, mas só foi discutida neste mês de agosto, com o retorno das atividades parlamentares. A audiência pública aconteceu na manhã desta quinta-feira (9), às 9h, no auditório do Núcleo Administrativo Municipal.

O encontro – com a presença de 12 munícipes – foi marcado pelo Poder Executivo para apresentar, avaliar e discutir com a sociedade a ampliação do Cemitério Municipal. A previsão é que o local fique totalmente lotado em 30 dias, segundo estimativa do engenheiro civil Aldrin Alan de Oliveira Silva, secretário de Planejamento. “Estamos conseguindo encaixar algumas vagas no cemitério atual. Estimo que dê para 30 dias”, calculou.

Mas o engenheiro apresentou soluções para que esse tempo se estenda.

À curto prazo, a ideia inicial do Poder Executivo seria utilizar 800 gavetas verticais. A medida paliativa faria com que o tempo útil do cemitério chegasse a mais três anos. Em seguida, o local seria ampliado 8.216 metros quadrados e abarcaria três áreas do Parque Residencial Ida Sia. A expansão seria do tipo parque, com duração de aproximadamente dez anos até que todos os espaços disponíveis sejam ocupados.

Ambas as medidas, de curto e médio prazo, foram expostas durante a audiência.

Planta urbanística da ampliação do Cemitério Municipal

O vereador Zé Pedro Paes (PSD) sugeriu que uma nova área fosse encontrada. “O prefeito poderia olhar uma área fora do perímetro urbano, assim como Engenheiro Coelho [SP] fez. Se assim fosse feito, o custo também ficaria mais barato. Poderia se pensar também em um cemitério com 100 anos de utilização. Além disso, asfalto seria levado a uma possível zona rural”, apresentou.

Aldrin concordou que essas são soluções, mas expôs contrapontos. “O que nos limita é a questão do tempo para retirar a licença ambiental, a viabilidade, custo, distância, preciso fazer um estudo de lençol freático. Enfim, há uma possibilidade mas o tempo está curto. Dá para fazer mas isso demanda mais tempo”, argumentou.

Outro parlamentar presente na reunião foi Rodrigo de Faveri (PTB) que questionou a legalidade da ampliação do novo cemitério. “Ressaltando esse médio prazo, nos deparamos com algumas problemáticas. Uma delas é a possível legalidade por desafetar uma área verde e, principalmente, sobre os moradores que compraram o loteamento”, pontuou.

E questionou, “com relação às gavetas, não daria para nós tentarmos esticar esse trabalho emergencial para três a quatro anos? E, depois desse período, nós pularmos o curto prazo e tomarmos uma medida definitiva?”.

Diante da exposição da fala de Faveri (PTB), o engenheiro civil da prefeitura foi breve e concordou. “Sim, mas é aquilo que eu já falei. Nosso problema é o tempo. Para a licitação das 800 gavetas ser aprovada demora em torno de três meses”.

Uma munícipe, assim como Zé Pedro (PSD), falou da escolha de um novo local. “Talvez se estivessem procurando um outro lugar há mais tempo, já teriam encontrado. Se o tempo está tão curto, por que não estão procurando direito? O prefeito está com má vontade com a gente”, manifestou.

Silva lembrou que o problema data de 2015. “A situação existe desde outra gestão. O prefeito não está com má vontade. Tanto que estamos aqui hoje discutindo o tema. Mas vamos anotar sua observação para pensarmos em outro local que não seja no Parque Residencial Ida Sia”, disse.

Outro representante da Casa de Leis, Lucas Sia (PSD), recorda que o tema veio à tona em maio de 2018. “Tomamos conhecimento da situação como se estivéssemos com uma faca no pescoço: ‘ou vocês aprovam ou realmente não vai ter solução’. Que bom que encontraram uma solução emergencial, mas o que mais me preocupa é a falta de conversa. Se esse projeto tivesse chegado para a gente em 2017, nós como representantes da população já adiantaríamos todo esse processo”, fomentou a conversação entre Poder Legislativo e Executivo.

Para Sia (PSD) a ampliação no Ida Sia prejudicaria os moradores do bairro, além disso, para o vereador, é preciso que o novo cemitério tenha capacidade mínima para 100 anos, assim como o atual. “Dez anos é um tempo muito curto. Não podemos empurrar o problema com a barriga. Precisamos de um cemitério novo”, finalizou.

Aldrin agradeceu por estar acontecendo a discussão. “Ainda bem que estamos aqui! Por mais tarde que aconteceu, temos que resolver essa situação. Vamos trabalhar para resolver esse problema. Ouvir as opiniões diversas e procurar uma área”, explanou.

Por fim, a moradora Rosa tomou a palavra e demonstrou a insatisfação dela com relação ao horário marcado para a audiência. “Por que marcaram para às nove da manhã, sabendo que o povo trabalha? A gente precisa de uma audiência dessa à noite, horário que o a população consiga participar”, propôs. Segundo o representante da prefeitura, a sugestão de dona Rosa será levada em consideração, porém ele destacou que o Poder Executivo pode marcar o horário que for conveniente à ele.

Agora, vereadores e representantes do Poder Executivo devem se reunir para que o tema continue sendo discutido e resolvido. A reunião deve acontecer nos próximos 15 dias, após as semanas que possuem sessão da Câmara.

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