01/12/2019

Campanha busca fundos para ajudar moradora de Artur Nogueira que passará por amputação

Graziele Alves Daliessi sofreu um acidente de trânsito há quatro anos e desde então está em tratamento; Campanha visa aquisição de prótese para a munícipe

Diego Faria

Uma moradora de Artur Nogueira tem enfrentado um grande problema de saúde e mobilidade após ter sofrido um grave acidente de trânsito há quatro anos, ocorrido no município. Em 2015 Graziele Alves Daliessi foi atropelada por um caminhão de pequeno porte enquanto dirigia uma motocicleta. Desde então, ela tem passado por inúmeras cirurgias para correção, porém, precisará ser submetida a amputação de parte de uma das pernas.

Graziele atualmente tem 36 anos, é casada com o esposo Thiago e dessa união o casal teve a filha Lavínia, de dois anos. Atuante na profissão de professora, a moradora leciona no ensino fundamental do município e também é professora de Educação Especial na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Artur Nogueira, porém, ela está afastada da função desde que ocorreu o acidente.

Tudo aconteceu em uma tarde de junho de 2015, quando Graziele saía da Escola Municipal Francisco Cardona, onde dava aulas. Em uma fração de segundos, a rotina dessa professora mudou de uma forma repentina. “Eu terminei minha aula e sai da escola às 17h30, estava indo para a minha casa dirigindo uma Honda/Biz. A rua costumava ficar interditada, mas naquele dia estava chovendo e não interditaram. Na esquina da escola eu fui atropelada pelo motorista de um pequeno caminhão. Ao ser atingida eu tive fratura exposta de dois ossos da perna direita, a tíbia e a fíbula”, lembra.

Ao notarem o que havia ocorrido, professoras e a diretora da unidade escolar que Graziele trabalhava acionaram o resgate. A vítima do acidente foi encaminhada para o pronto-socorro do Hospital Bom Samaritano (HBS), tendo transferência para o Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP), permanecendo internada por 16 dias. Ao passar por cirurgia, em que foram colocados fixadores nos ossos afetados devido ao acidente, a munícipe teve alta e passou a receber atendimento pelo Hospital da Unicamp de Sumaré (SP), onde até hoje costuma ser atendida.

Após a primeira cirurgia, outros procedimentos tiveram que ser feitos posteriormente na tentativa de recuperar os ligamentos e movimentos da perna de Graziele e sanar as dores que ela sofre. Foram ao todo seis cirurgias realizadas nesses quatro anos, com a aplicação de pinos e placas, uso de “gaiola”, entre outras medidas. Mesmo sendo submetida a todos esses tratamentos, Graziele não obteve os resultados esperados e terá que passar pela amputação do membro. “Foi decidido que o melhor é fazer a amputação e usar uma prótese. Já busquei a opinião de muitos médico e houve um consenso. As dores não passam, não tenho mais os tendões e ligamentos necessários para uma boa mobilidade. O que eu não perdi no trauma do acidente, perdi no decorrer dessas cirurgias e também houve muito desgaste. Estou com artrose e osteoporose nessa região. Não tenho mais circulação nessa perna, muito inchaço e vivo a base de remédios que já estão prejudicando meus rins”, explica.

Graziele já não consegue caminhar longas distâncias e evita até mesmo sair de casa. Além de ter que enfrentar o trauma do acidente e de ter que amputar parte de uma das pernas, Graziele também se depara com outro fator, o valor da prótese que terá que utilizar para voltar a ter maior mobilidade após a amputação. Atuantes como professores, ela e o esposo ainda não possuem o dinheiro necessário para adquirir a prótese, que custa ao todo R$28.600.

Para contribuir com a recuperação de Graziele, a família e amigos dela tem se mobilizado para arrecadar fundos para a aquisição da prótese. Irene Rocha Steiger e Fernanda Rocha Beresford,  proprietárias da Escola Futura Plus, em Artur Nogueira, lançaram uma campanha junto ao colégio para também colaborarem nessa causa, em que administração, professores e alunos da unidade de ensino tem se empenhando. “Costumamos implementar projetos sociais junto ao trabalho desempenhado pelo colégio, então nos mobilizamos para também fazer algo pela Graziele. O esposo dela é professor e trabalha conosco, foi assim que soubemos do caso dela. Estamos promovendo a venda de uma rifa, oferecida pelos alunos, onde toda ajuda será bem vinda”, relata.

“Colaborar com essa causa, mesmo que seja de um modo singelo para diminuir a dor de alguém, é muito gratificante. Espero que, com nossa atitude, possamos de alguma forma fazer a diferença na vida da Graziele”, destaca Fernanda Rocha.

Para Graziele, todo o apoio recebido da família, amigos e demais envolvidos tem sido muito especial e tem a fortalecido no tratamento que está tendo. “Minha família e amigos se juntaram e estão me ajudando muito. Já fizeram bingo para me ajudar a arrecadar fundos. O pessoal do Futura Plus também se mobilizou para me ajudar. Sou muito abençoada por ter pessoas especiais me ajudando”, expressa Graziele com gratidão.

A cirurgia de Graziele para a amputação deverá ocorrer em no início de 2020, possivelmente em janeiro. Interessados em contribuir de alguma forma para a aquisição da prótese para a moradora podem entrar em contato pelo telefone (19) 9.9107-5081 (Whats App) ou (19) 9.8983 1272.

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