02/06/2020

Câmara aprova projeto de ensino à distância na rede municipal de Artur Nogueira

Projeto foi apresentado pelos vereadores Lucas Sia (PSD) e professor Adalberto (PSDB)

Da redação

A Câmara Municipal de Artur Nogueira aprovou na noite desta segunda-feira (11), durante a 10ª sessão ordinária, o Projeto de Lei Nº 009/2020 que autoriza a Prefeitura Municipal a implantar o ensino à distância na rede municipal. O PL tem autoria dos vereadores Adalberto Di Lábio (PSDB) e Lucas Sia (PSD), foi aprovado por unanimidade e com dispensa de pareceres.

De acordo com o projeto, a medida seria válida enquanto durar a epidemia e que o mesmo tem o objetivo de  “compartilhar conhecimentos, conteúdos didáticos pedagógicos e propôr atividades a serem realizadas pelos alunos da rede municipal de ensino, evitando ao máximo o deslocamento de alunos, pais ou responsáveis e profissionais da Educação até as unidades escolares”.

Um dos autores do projeto, professor Adalberto, explicou que o mesmo surgiu porque eles tem percebido uma movimentação de pais, alunos e professores na retirada de atividades. “Olhando os exemplos de outros municípios, nós recomendamos ao Executivo que ele crie essa plataforma online para que os professores disponibilizem o conteúdo, as atividades e todos os alunos que tenham o recurso da internet, que hoje é a grande maioria, ele consegue acesso pela internet, assistir a aula, pegar o conteúdo, tirar dúvidas, fazer a atividades, devolver a atividade para que o professor corrija e dê a devolutiva pro aluno”, explicou.

Ele disse ainda que é possível até mesmo ser ministrada aula ao vivo. “Os alunos em um chat eles fazem suas perguntas, se posicionarem, é um mecanismo bacana”, frisou. “Entendemos que é necessário que se faça isso para que não coloque em risco, não só professores, como também os próprios alunos e pais”, completou.

Ele disse também que esse mecanismo já é usado na rede estadual de ensino. “A gente apela para que o prefeito olhe com bons olhos e crie essa plataforma, porque nós entendemos que tem recursos para isso”, afirmou.

O vereador frisou que a plataforma não vai acarretar aumento de trabalho para os professores. “O professor vai montar a sua aula, dentro do seu currículo do que está previsto naquela semana, faz a exposição, aplica as atividades, corrige as atividades e dá a devolutiva para o aluno”, argumentou.

Ele disse que os alunos que não tiverem acesso à internet, poderão retirar as atividades impressas nas escolas. “Entendemos que é um projeto pertinente, necessário para esse momento”, justificou.

Lucas Sia disse que o projeto é uma forma de prevenção.  “A gente acredita que é um projeto essencial para o município. Essas questões tecnológicas que o estado está adotando que outras cidades estão adotando, é realmente para evitar que o pior aconteça, tanto com os funcionários das escolas, aos alunos e aos pais”, afirmou.

Ele frisou que a presença física nas escolas deve ser exceção, devido ao momento que o país vive da pandemia em curva crescente. Para o vereador, a plataforma vai facilitar. “A plataforma é para facilitar o trabalho dos professores, o trabalho dos pais que podem ver as atividades num aplicativo. Hoje, todo mundo tem acesso a internet, ao celular, notebook. Precisamos utilizar esses recursos tecnológicos que nós possuímos para atender nesse período de crise”, argumentou.

Lucas acredita que a plataforma poderá ser utilizada após o fim da pandemia.  “Acredito que seria uma plataforma que após esse período, também poderia ser utilizada como uma situação complementar, meio de conexão entre os professores e os pais, sem expor pessoalmente”, explicou.

Assim como o colega Adalberto, Lucas disse que a educação tem recursos para implementar a ferramenta na rede municipal e que isso já vem ocorrendo em outras cidades. Ele disse que apenas os professores e pais de alunos que não consigam acessar a plataforma, irão às escolas, o que reduziria os riscos de contágio.

O projeto foi aprovado por unanimidade e agora vai para sanção ou veto do prefeito Ivan Vicesotti (PSB).

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