26/05/2019

Ato em apoio a medidas do Governo Federal reúne 25 pessoas em Artur Nogueira

"Viemos aqui em poucos, mas são pessoas que são engajadas, que lutam pela mudança que esperam acontecer não só no país, mas também em nossa cidade", expressou um dos munícipes presente

Da redação

Cerca de 25 pessoas estiveram reunidas na Praça do Coreto na tarde deste domingo (26), como forma de manifestação frente a situação política do país. Entre as reivindicações do ato estão a promulgação da Medida Provisória 870, reforma da previdência, Pacote Anti-Crime e apoio à Operação Lava Jato.

Os munícipes se reuniram por volta do meio dia, no centro da cidade, onde permaneceram por 40 minutos. A concentração manifestou apoio às diretrizes propostas pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), bem como repúdio à situações de corrupção do país.

O morador Beto Ichiura  destacou os principais objetivos do movimento. “É um movimento popular, que não visa um partido e sim o país. Estamos reunidos aqui para fortalecer toda a mudança que começou desde 2016, quando as pessoas estavam nas ruas, brigando, lutando. A gente viu que surgiu um novo movimento político, onde as pessoas começaram a se interessar mais. Nós chegamos em um momento onde o centrão (que são os partidos que não são nem oposição, nem situação) eles começaram a sentar em cima de pautas importantes para o país, que a medida provisória 870, pacote anti-crime e também a reforma da previdência”, relatou.

“O povo acordou, chega de olhar para o meu próprio umbigo, a gente tem que pensar na política por um todo. Porque o político é um servidor público, e ele tem que servir o povo e não ser servido pelo povo  (…) com a mobilização popular, a gente vê assuntos como a MP 870 já entrar na pauta de votação, foi uma vitória.  A gente quer que os nogueirenses se engajem cada vez mais porque ela não é importante só para o país, ela é importante também para o município”, reiterou

O munícipe também defende o movimento como um ato benéfico para a cidade. “A gente tem que saber também como cobrar os nossos vereadores, o nosso prefeito. Então as pessoas têm sim a obrigação de participar , de entender um pouco mais sobre política porque ela não pode ser mais sinônimo de corrupção, de algo ruim. Viemos aqui em poucos, mas são pessoas que são engajadas e que lutam pela mudança que esperam acontecer não só no país, mas também em nossa cidade”, expressou.

O ato ocorreu como uma ação de apoio às diretrizes propostas pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), entre elas, a Medida Provisória 870, a reforma da previdência, o Pacote Anti-Crime e o incentivo à Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

Medida Provisória 870

Desde o primeiro dia de gestão na presidência, Bolsonaro (PSL) propôs a Medida Provisória 870, que visa reorganizar órgãos da presidência, ministérios e atribuições. A decisão reformula a organização estrutural de pastas do governo, sendo cortadas de 29 para 22. Entre as mudanças impostas pela MP 870 estão a transferência da demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, a extinção do Ministério do Trabalho e distribuição de suas atribuições entre Economia, Justiça e Cidadania, dentre outras.

Para que seja efetivada e se torne lei, a MP depende da aprovação do Congresso Nacional, que deverá ser votada até o dia 3 de junho deste ano (2019). Caso não seja aprovada, a estrutura governamental do país retornará à conduta anterior, em atividade desde a gestão do ex-presidente interino, Michel Temer (PMDB), com 29 ministérios.

Propostas da MP 870

Redução de 29 ministérios para 16, estabelecendo mais 4 setores ministeriais, como Casa Civil, secretaria do Governo, secretaria Geral e Gabinete de Segurança Institucional; além de mais 2 cargos ministeriais: advogado Geral da União e presidente do Banco Central;

Transfere para o Ministério da Agricultura a autonomia para a demarcação de terras indígenas e quilombolas;

Passa para o Ministério da Agricultura o Serviço Florestal Brasileiro, órgão que antes pertencia ao Ministério do Meio Ambiente;

Extingue o Ministério do Trabalho e distribui suas atribuições entre as pastas de Economia, Justiça e Cidadania;

Retira o status de ministério do Ministério da Cultura, que passa a ficar sob o comando Ministério da Cidadania.

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