27/05/2018

Artur Nogueira tem manifestação em apoio à greve dos caminhoneiros

Paralisação dos caminhoneiros foi pano de fundo para outras reivindicações

Da redação

Um grupo de moradores se reuniram na tarde deste domingo (27) na Praça do Coreto, Centro de Artur Nogueira, para se manifestar em relação ao atual cenário do país. A greve dos caminhoneiros e a crise na distribuição de combustíveis foram temas utilizados como panos de fundo para outras reivindicações por parte dos participantes, que também levaram o ato à outras ruas da cidade.

O ato reuniu pessoas de diversas categorias, professores, comerciantes, autônomos e, também, caminhoneiros, se manifestaram a respeito do que deve melhorar no Brasil. Com um carro de som estacionado no local e um microfone em mãos, os presentes exigiam mudanças no quesito político, social e econômico do país. No local estavam crianças, jovens, adultos e idosos na intenção de se expressar publicamente.

O frentista Sérgio Pardinho foi um dos moradores que contribuiu para a organização do ato de manifesto deste domingo (27). De acordo com ele, a intenção foi convocar a população a tomar a rua e expor a indignação contra a crise enfrentada atualmente. “A cidade estava muito quieta diante do que está ocorrendo no Brasil. A ideia foi divulgar essa manifestação pelas redes sociais e fazer um chamado para a população. É importante que as pessoas se expressem”, explica o manifestante.

O caminhoneiro Danilo Adario usou o microfone para desabafar sua indignação em relação a desvalorização que a categoria a qual ele pertence tem enfrentado. “Eu sou caminhoneiro e sei o que os colegas passam nas rodovias do país. Viajamos muito, ficamos longe da família, é preciso que o Governo nos valorize”, clamou Adario.

A paralisação dos caminhoneiros em prol da redução nos preços dos combustíveis e pedágios foi apenas um ponto a ser lembrado na manifestação dessa tarde em Artur Nogueira. Os moradores também pediam pela intervenção miliar como alternativa de barrar a corrupção e ter maior sensação de segurança no país. O pedido pela saída do presidente Michel Temer (MDB) da presidência também foi lembrado.

A professora Márcia Castro se dirigiu ao microfone durante o ato e lembrou dos tempos de ditadura militar, também vivenciados por ela. “Temos que pensar em como está o país hoje, talvez, a intervenção militar seja o melhor a ser feito contra essa roubalheira. Também devemos repensar nossas atitudes, muitos de nós também nos corrompemos no dia a dia como cidadãos. Devemos nos unir e procurar a mudança”, exclamou Marcia.

Após o manifesto na Praça do Coreto, os participantes que estavam a pé, em carros, motos e caminhões, saíram às ruas de Artur Nogueira e continuaram o ato com palavras de reivindicação, entoando o Hino Nacional e chamando outras pessoas a se unirem ao grupo. Aproximadamente 400 pessoas participaram inicialmente da manifestação.

 

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