07/09/2019

Artur Nogueira segue estável frente à surto de sarampo na região

Prefeitura de Artur Nogueira, através do setor de Vigilância em Saúde, informou que após a confirmação do primeiro caso de sarampo no município, vêm intensificando os cuidados para evitar a ocorrência de surto da doença

Da redação

Os casos de sarampo na Região Metropolitana de Campinas (RMC) tiveram alta de aproximadamente 88%. Apesar do balanço, em Artur Nogueira não ocorreu mais nenhuma confirmação ou surgimento de suspeita de infectados com a doença.

Conforme dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e divulgações realizadas imprensa regional, os casos de sarampo na região de Campinas (SP) passaram de 35 para 65 casos de pessoas infectadas com o vírus do sarampo (measles morbillivirus). O aumento ocorreu em período estimado em cerca de 15 dias, resultando em um aumento de até 88,5%.

O levantamento mostrou que das 20 cidades que compõem a RMC, em 13 delas existem a presença de vítimas do sarampo. Em Campinas, município com o maior registro de infectados, o número chega a 27 casos, oito a mais do que há 15 dias atrás. Em Paulínia (SP), segundo município mair crescimento, passou de um para seis o número de casos registrados.

Americana (SP) e Artur Nogueira (SP), com um caso confirmado em cada município, e Jaguariúna (SP) com dois, permanecem com o mesmo quadro de números confirmados. Já em relação às demais cidades, Hortolândia (SP) teve aumento de dois para quatro caso. Indaiatuba (SP) passou de três para sete, Itatiba (SP), que não havia a confirmação de vítima da doença, agora possui dois casos.

Morungaba (SP) e Monte Mor (SP) também não tinham a comprovação da existência de vítimas, mas agora possuem uma confirmação para cada município. Sumaré (SP) está quatro casos, onde antes haviam três. Em Valinhos (SP), que não possuía infectados, passou a ter dois. Já Vinhedo (SP), que antes tinha três casos, agora tem oito pessoas com a confirmação de sarampo.

Cosmópolis (SP), Pedreira (SP), Santa Bárbara d’Oeste (SP) e Santo Antônio de Posse (SP) não houve a confirmação de infectados com a doença.

Em relação ao Estado de São Paulo, o número de vítima chega a 2.982. Já em relação ao país, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que, até o mês de agosto, ocorreu a confirmação de 907 pessoas infectadas com o sarampo. O casos se concentram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Vigilância em Saúde

A Prefeitura de Artur Nogueira, através da Vigilância em Saúde, informou ao Portal Nogueirense que, “após a confirmação do primeiro caso de sarampo no município e, visando ampliar a proteção da população contra a possibilidade de ocorrência de surto da doença (sarampo), vem sendo realizadas pelo departamento as seguintes ações:

Acompanhamento e investigação dos casos com suspeita de sarampo, que inclui a coleta de amostras de sangue para confirmação laboratorial e identificação do vírus circulante (genotipagem);

Bloqueio vacinal seletivo em até 72 horas, após a identificação do caso suspeito;

Atualização da carteira de vacinação de toda a população, reiterando a importância aos profissionais da área da Saúde e da Educação;

Intensificação vacinal nas crianças de 6 meses a 11 meses de idade;

Monitoramento dos registros da vacina tríplice viral (doses aplicadas) em todas as unidades que possuem sala de vacina nos casos de intensificação, bloqueio e varredura;

Distribuição de informes técnicos às escolas particulares e à Secretaria de Educação do município”.

O diretor do departamento de Vigilância em Saúde de Artur Nogueira, Marcelo Silva, declarou que, “o trabalho na Vigilância em Saúde funciona basicamente de duas maneiras cruciais para essa situação de surto de sarampo na região: a prevenção e a ação rápida. Nossa equipe está diariamente acompanhando a situação para que, em caso de suspeitas, possamos agir de maneira rápida para que o vírus não se alastre e seja imediatamente controlado”, pontuou.

Caso de sarampo confirmado em Artur Nogueira

Conforme divulgado anteriormente pelo Portal Nogueirense, a contaminação de sarampo fez uma criança de um ano de quatro meses como vítima no município. Depois de receber atendimento médico na cidade nogueirense, ela teve o diagnóstico confirmado no dia 18 de julho, pelo Hospital Madre Theodora, em Campinas (SP).

No dia 15 do mesmo mês (julho), a criança apresentava início de febre e manchas vermelhas na pele. No dia 18, ela foi então submetida à uma internação na unidade hospitalar de Campinas, permanecendo aos cuidados do hospital até o dia 22 do mesmo mês, sem ter graves complicações devido à doença, conforme informou a assessoria da Prefeitura de Artur Nogueira. A confirmação laboratorial do caso para contaminação de sarampo foi emitida no dia 14 de agosto.

A criança diagnosticada com a doença, até a data da suspeita de sarampo, havia recebido somente a primeira dose de rotina de vacinação no dia 14 de maio deste ano (2019), com um ano e dois meses de idade na época. Após ter alta hospitalar, foram realizadas imediatamente as ações de bloqueio para evitar possíveis novos casos da doença na cidade, com a imunização dos contactantes e, por se tratar do período de férias escolares, não foi necessário realizar o bloqueio na creche à qual à criança é assistida.

Vacinação em Artur Nogueira

Em relação ao andamento da vacinação contra o sarampo em Artur Nogueira, a Prefeitura, através da Vigilância em Saúde do município informou anteriormente que, “para poder tomar quaisquer medidas e realizar a intensificação da ‘dose zero’ da vacina para todas as crianças de seis a 11 meses, aguarda a liberação por parte da diretora técnica de Saúde (Drª Márcia Pacóla), que por hora, orientou a aguardar maiores informações técnicas da Secretaria Estadual de Saúde”, pontua.

Em nota o setor havia informado ainda que, “a vacinação da ‘dose zero’ está sendo realizada apenas em crianças de seis a 11 meses que irão viajar para regiões com surto do vírus, e que a vacina deve ser aplicada com 15 dias de antecedência da exposição. Cabe ressaltar ainda que a referida dose não substitui a imunização da tríplice viral, que deve ser rigorosamente aplicada aos 12 meses de vida”, finaliza.

Sarampo 

De acordo com o Ministério da Saúde, o sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus que pode ser fatal. A transmissão ocorre quando o contaminado tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evitar o sarampo é através da  vacinação.

Entre os principais sintomas do sarampo estão: febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, nariz escorrendo ou entupido e mal-estar intenso. Com este quadro de saúde permanecendo por três dias ou mais, podem ocorrer outros sintomas como, por exemplo, manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que se espalham pelo corpo. Com o surgimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade da doença, principalmente, em crianças menores de cinco anos de idade.

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou causar o óbito. Essa é uma enfermidade prevenível apenas por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta as características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

Devem receber a dose zero da vacina contra o sarampo todas as crianças de seis meses a menores de um ano; a primeira dose para crianças que completarem um ano e; a segunda dose aos 15 meses de idade, sendo a última dose por toda a vida.

Já os adultos que tomaram apenas uma dose da vacina até os 29 anos de idade, recomenda-se completar a aplicação da vacina com a segunda dose. Quem comprova as duas doses da vacina do sarampo, não precisa se vacinar novamente. Já quem  não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra de quando tomou a vacina, fique atento: pessoas de um a 29 anos necessárias duas doses da vacina, já pessoas de 30 a 49 anos, é necessário apenas uma dose da vacinação.

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