04/07/2016

Vizinhos se unem contra onda de roubos em Artur Nogueira

Projeto Vizinhança Solidária tem dado mais segurança aos moradores do Jardim Europa.

Por Michael Harteman

Preocupados com a onda de furtos e roubos de casas em Artur Nogueira, moradores do Jardim Europa se uniram contra o crime. Eles aderiram a um já conhecido projeto, o “Vizinhança Solidária”, com o objetivo de compartilhar medidas de segurança. Os moradores criaram um grupo no WhatsApp no qual eles próprios indicam pessoas e atos suspeitos nas ruas.

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A ideia partiu de uma moradora que, após ter a residência invadida, sugeriu aos vizinhos que tomassem alguma providência a fim de evitar novas ocorrências. Eles contam que, depois do programa ter sido posto em prática, as ações suspeitas no bairro diminuíram consideravelmente. Cada participante coloca no portão de casa uma pequena placa com os dizeres “vizinho solidário”. O grupo ganha novos membros a cada semana e novas placas são confeccionadas.

Satisfeita com a ideia, a aposentada Sonia Maria Lange Franco, de 62 anos, diz que qualquer atividade suspeita que ocorra nas ruas chega pelo WhatsApp e que agora fica mais tranquila dentro de casa. “Foi muito bom começarmos o ‘Vizinhança Solidária’. Quando alguém sabe que vai chegar tarde da noite, já deixa avisado no grupo e a vizinhança fica em alerta. Em casos extremos nós chamamos a polícia”, explica. Sonia ainda conta que, uma vez, um homem chegou com uma escada para entrar na casa de um morador, mas os vizinhos logo acionaram a polícia. “Ligamos para o morador perguntando se tinha alguém que iria trabalhar na casa dele e ele disse que não. A pessoa fugiu da polícia e não foi mais encontrada”, completa.

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Além de alertar os casos suspeitos, os moradores também agem preventivamente. Uma pessoa que vai viajar por alguns dias deixa avisado no grupo a data de saída e retorno. “Tem vizinho que sempre viaja, o que nos deixa atentos. Quando uma pessoa passa alguns dias fora e precisa de alguém que alimente os animais de estimação, já ficamos avisados”, conclui Sonia.

Outra moradora que ficou bastante tranquila com o “Vizinhança Solidária” foi a costureira Isete Aparecida Berton, de 61 anos.  Segundo ela, além de aliviar os problemas de segurança, o programa deixou os vizinhos mais unidos. “Hoje é tão difícil conversar com os vizinhos, cada um tem suas atividades. Agora estamos sempre conversando. Achei ótimo”. A costureira relata que com o WhatsApp tudo fica mais fácil, pois todos tomam conhecimento rapidamente de uma ação suspeita.

A professora Iliete Rodrigues Ribeiro, de 40 anos, acredita que a ideia é muito eficaz para combater a criminalidade. “O vizinho está sempre de olho na casa do outro, qualquer movimento suspeito chega ao nosso conhecimento”. Iliete conta que há poucos dias recebeu alguns conhecidos de outra cidade, que ficaram impressionados com o “Vizinhança Solidária”. “Eles acharam a ideia tão boa que vão levar para cidade deles”, conta.

Guarda Municipal

Os moradores relatam que os guardas municipais estão sempre a disposição e são bastante atenciosos com o “Vizinhança Solidária. O comandante da Guarda Municipal, Hélio José dos Santos, vê com bons olhos a iniciativa, e garante que todas as ações que têm como objetivo o bem do munícipe, tem apoio da corporação. “Eu acredito que o programa é muito eficaz, nós estamos sempre a disposição para atende-los”, afirma.

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