21/01/2016

Cooprafan abre loja de produtos da agricultura familiar em Artur Nogueira

Espaço conta com mais de 20 produtos. Inauguração oficial só deve acontecer em fevereiro.

Por Isadora Stentzler

A Cooperativa de Produção Agroindustrial Familiar de Artur Nogueira (Cooprafan) abriu um lugar para venda de produtos dos cooperados na cidade. Em funcionamento desde a segunda-feira, dia 11 de janeiro, o varejão conta com mais de 20 produtos oriundos da agricultura familiar, além de lanches, sucos, doces e hortaliças orgânicas. A inauguração oficial está prevista para ocorrer em fevereiro. Cerca de 15 cooperados contribuem diretamente com o espaço.

Para o presidente da entidade, Rosimaldo Magossi, a abertura do estabelecimento deve contribuir para a valorização e representatividade do produtor local. “A agricultura é responsável por 30% da renda do município. Então como você vai valorizar o produtor? É dando um espaço de venda fixa para que ele venda o ano inteiro”, frisa, citando que o lugar deve somar com o trabalho da feira livre, aos domingos, e da feira de quarta.

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Até o momento são oferecidos no varejão vassoura caipira, alface crespa, alface americana, chicória, repolho, tomate, limão cravo, limão rosa, limão galego, ovo caipira, cebola, batata, pitaya, manga, banana, chuchu, abacate, milho, mudas de plantas, temperos, laranja, doce de abóbora e goiaba, abobrinha, couve picada, mandioca picada, coco, salgado frito com massa de batata, suco de laranja, além de maracujá, couve, almeirão e almeirão catalonha ecologicamente corretos.

Segundo a cooperada Micheli Magossi, o objetivo é que se amplie a quantidade de produtos oferecidos e, com isto, oficializar a inauguração do espaço. “Como os produtores daqui não produzem tudo o que precisa para um varejão, deixamos a inauguração para depois. O que queremos é que esse espaço se torne um varejão completo e que os consumidores encontrem tudo o que precisam aqui”, explica Micheli.

Entre os produtos em a ver estão frutas, como melão, maçã, melancia, e hortaliças e temperos: alho, variedades de tomates e madioquinha. Para suprir a demanda do espaço a entidade deve buscar de agricultores familiares da região os produtos escassos.

Agricultura familiar (3) Os valores são taxados de acordo com o preço do cooperado. Assim o produtor disponibiliza o produto e a cooperativa fixa um valor acima para o lucro da entidade. Atualmente a taxa está em 30%, mas Magossi esclarece que ela deve cair com o tempo.

Na manhã da quarta-feira (20) a auxiliar administrativa Jaqueline de Almeida esteve no barracão e comprou alface, tomate, couve e banana. Ela não sabia que o varejão estava em funcionamento, mas ficou satisfeita com o local. “Eu achei interessante, achei legal. Vim abastecer no posto e vi. Como precisava comprar umas verduras, parei. Os preços estão bons e os produtos também. Vale a pena vir.”

O espaço está localizado na rua 10 de abril, ao lado do posto TKN, e funciona de segunda à sexta-feira, das 9 às 18h30.

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Espaço

O barracão onde o varejão está instalado é alugado pela Cooprafan há dois anos, porém só agora conseguiu autorização para funcionamento.

O maquinário do espaço foi adquirido por meio de recursos do programa Micro Bacias 2, conquistado há alguns anos. Porém a verba não pode ser destinada ao aluguel do espaço, que continua sendo mantido pela cooperativa. O dinheiro para isso vem da taxa de 15% cobrada dos cooperados.

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Agricultura Familiar

Dentro de toda a Região Metropolitana de Campinas, Artur Nogueira possui o segundo maior número de agricultores familiares, com 336 produtores. O dado é de uma pesquisa divulgada pelo Observatório Metropolitano de Indicadores da RMC (Agemcamp) no ano passado que ainda aponta que o grupo ocupa a maior extensão territorial de cultivo, com 3.290,1 hectares. Os dados foram calculados com base no Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na pesquisa a cidade de Campinas ficou em primeiro lugar em número de agricultores familiares, com 342 pessoas – seis a mais do que em Artur Nogueira – em um território de 2.409 hectares. A cidade que aparece com o menor índice foi a de Hortolândia, com apenas cinco agricultores familiares divididos em 72 hectares.

Em toda a região o número chega a 2.443 agricultores familiares, o que representa 1,62% do total de pessoas nesta prática em todo o Estado de São Paulo (190,5 mil) e mais da metade do número total de produtores rurais da RMC (4.163).

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