23/04/2017

Conheça a youtuber de Artur Nogueira que já possui mais de 100 mil seguidores

Vivi Martins relembra trajetória e conta como a fama mudou sua vida

Da redação

A internet abriu muitas portas para as pessoas que buscam a fama. Um exemplo disso são os youtubers, pessoas que postam vídeos periodicamente no YouTube e arregimentam milhares de fãs. Muitos tentam, todos os dias, conquistar sua parcela do público e alavancar uma carreira na plataforma de vídeos, mas são poucos os que conseguem se destacar nesse mar de anônimos que almejam um lugar ao sol.

Artur Nogueira possui uma youtuber que conquistou o seu espaço e já movimenta mais de 100 mil fãs no canal de vídeos: Vivi Martins. A nogueirense começou pequeno, numa época em que trabalhar com o YouTube ainda era algo pouco explorado. Por conta disso, ela foi taxada de boba e muito criticada, até mesmo pela família.

Os anos passaram, e o jogo virou. Hoje, Vivi ganha muito dinheiro com seus vídeos, e o séquito de fãs e admiradores cresce a cada dia. Nesta entrevista ao Portal Nogueirense, a youtuber conta como teve a ideia de criar um canal e como sua vida mudou após a fama. Confira:

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Como é conquistar 100 mil seguidores no YouTube? Qual a sensação de saber que há tantas pessoas acompanhando o seu trabalho? Eu acho que ainda não tenho noção do que é esse número todo, mesmo com tudo o que estou vivenciando e com tudo o que está acontecendo. A festa dos 100 mil seguidores, que realizamos no último sábado (15), por exemplo, e que reuniu poucas pessoas, já me deixou encantada. Imagine se eu pudesse colocar as 100 mil pessoas todas juntas. É surreal. Não caiu minha ficha ainda.

E como você teve a ideia de abrir um canal no YouTube? Começou há sete anos atrás, na época do Orkut ainda. Naquela época eu era daquelas meninas toda Barbie, toda pink, patricinha. Era tudo muito infantil. E no Orkut eu tinha cinco perfis, todos lotados de amigos, e era época disso. Então eu já tinha muitas seguidoras lá. Eu gostava muito de rosa e era conhecida como Barbie pelas seguidoras. Então as fotos que eu tirava eram compartilhadas e viravam até capa de comunidade. Era aquela coisa de ídolo mesmo. Daí eu comecei a fazer unhas decoradas, bem chamativas, e postava fotos das unhas. E as minhas seguidoras queriam fazer igual, mas não sabiam como. Então eu comecei a gravar vídeos, mostrando um tutorial de como fazer as unhas. Já que não tinha como explicar escrevendo, resolvi fazer o vídeo passo a passo. Daí comecei com os vídeos de unhas, depois passei a responder tags, comecei a postar mais da minha vida e tomou essa dimensão toda.


“Imagine se eu pudesse colocar as 100 mil pessoas todas juntas, é surreal”


Sobre o que são os seus vídeos? São sobre tudo do meu dia a dia. Minhas seguidoras acompanham de tudo, desde uma reforma, uma decoração, uma roupa, um look, comprinhas, até mesmo vídeos de incentivo e inspiração. Seu eu tiver que chorar, eu choro. Se estou num momento ruim, posto um vídeo de desabafo. Se estou num momento muito bom, posto um vídeo em que choro de alegria. Então é de tudo. Elas gostam de acompanhar a minha vida mesmo. É um carinho muito grande que a gente encontra ali, e é como se formássemos uma família. E tudo vira assunto.

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Sua família também participa dos vídeos? Hoje, sim. Mas antes não participava e achava que era bobeira. Demorou para ter reconhecimento. Agora eles adoram. Gostam de gravar comigo. Mas antes tinha muito preconceito. Não só na minha família, mas no geral, a cidade, inclusive. Ninguém tinha muita noção do que era o YouTube. E mesmo quando eu já trabalhava com o canal, ainda havia muito preconceito. Aqui na cidade mesmo, o reconhecimento só veio de uns dois ou três anos para cá. E faz sete anos que estou no YouTube. Então, no começo, eu levei muitas pedradas. Todo mundo me dizia que era tolice, perda de tempo. “Olha que boba!”. Mas eu não desisti, não.

E como é o seu relacionamento com os fãs? Ah, é como uma família. Eu não gosto daqueles vídeos muito profissionais, gosto deles mais simples. Porque esses vídeos muito profissionais acabam me deixando muito distante das fãs e vice-versa. Então eu sinto que a repercussão está exatamente nessa maneira que eu faço, no qual elas se sentem próximas a mim, parte da minha família, e em que eu entro na vida delas também. Então eu procuro fazer os vídeos de um jeito muito natural, para que elas sintam que estão na beirada da cama conversando comigo. E eu recebo comentários assim: “Nossa, estou tão longe de você, nunca te vi, nunca te conheci, mas eu me sinto sua amiga há dez anos”. Há vários desse tipo. E eu realmente sinto um carinho muito grande delas. E eu tenho o mesmo por elas. Elas comentam muito os vídeos. Infelizmente, hoje eu não consigo mais responder a todos os comentários, pois são muitos. Mas eu leio todos e, sempre que possível, respondo as perguntas no vídeo seguinte.


“No começo, eu levei muitas pedradas. Todo mundo me dizia que era tolice”


Qual o seu vídeo de maior sucesso? Um de pallets. Tem quase dois milhões de visualizações. Eu gravei na época em que eu havia me mudado para uma chácara, e eu estava fazendo tudo com as minhas próprias mãos. Então eu juntei várias ideias de faça você mesmo, juntei os pallets e montei as coisas. O vídeo ficou longo, tem quase 15 minutos, e ainda assim é o maior do canal. As ideias que mais giram no canal são as de tutorial, nos quais a gente realmente ensina as fãs a fazerem alguma coisa. Decoração, principalmente, diário da reforma, todos adoram.

E como é o seu processo de criação, gravação e edição? Tudo vira tema. É o meu dia a dia. Eu mostro o que eu estou fazendo naquele dia. E tem muita coisa que eu faço com minhas próprias mãos e que eu gosto de fazer justamente por causa do vídeo. Eu falo para minha mãe que eu poderia muito bem ir à loja e comprar tudo prontinho, sem ter trabalho para nada, mas daí isso não gera vídeo, pois na loja todo mundo vai. Então eu procuro fazer as coisas com as minhas próprias mãos, e tudo, tudo é gravado. A câmera fica ali o tempo todo. Eu faço uma interação com as fãs mesmo. A maioria dos vídeos eu gravo sozinha, com auxílio de um tripé. Quando é algo mais externo, daí minha mãe me ajuda, meu esposo também, especialmente quando é um evento, meus irmãos também passaram a me ajudar mais no meu canal. E apenas eu edito. Eu gosto de deixar tudo do meu jeito, dar aquele toque mais caseiro. Já teve vários editores interessados em editar meus vídeos, mas eu recusei porque acho que eles vão acabar tirando aquela interação que tenho com as seguidoras. Vai deixar aquela coisa muito profissional e vai afastar as fãs. Então não vamos mexer no que está dando certo. Eu gosto de deixar, por exemplo, os erros, pois, assim, elas veem que eu também erro, que eu sou como elas. E é isso que faz elas voltarem todos os dias ao canal.

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Alguma fã já fez uma loucura por você? Nossa, teve várias coisas. Tem aquelas bem doidinhas. Por exemplo, eu estava no centro de São Paulo, na 25 de Março, e uma fã me viu de longe e saiu desesperada na minha direção. Ela nem olhou para os lados quando atravessou a rua e quase foi atropelada. Eu fiquei em pânico, achando que ela seria atropelada. Daí ela chegou, nem me cumprimentou e já agarrou no meu pescoço. Quase me derrubou. Foi uma loucura mesmo. Foi muito surreal. Na semana passada, também, eu mandei um convite da festa dos 100 mil seguidores por meio de áudio para uma fã. Eu recebi uma carta dela em novembro, na qual ela dizia que havia sido curada de um câncer há dois anos por meio dos meus vídeos, e que ela já estava bem, tinha recuperado a autoestima, que a saúde dela melhorou por causa de mim e até o esposo dela estava me agradecendo. Então eu senti que ela era uma dessa fãs especiais que merecia estar na festa. Daí ela me respondeu com um áudio que me chorar junto com ela. No áudio, ela estava muito emocionada, não acreditava que eu havia convidado ela, daí falou da doença dela, do que eu representava para ela, e eu comecei a chorar junto. Esse áudio vai ficar salvo para sempre no meu celular.

Qual foi o momento mais delicado na sua carreira de youtuber? Você já pensou em desistir? Várias vezes. No início, como eu havia dito, recebi muitas críticas, muitas pedradas e muitas ofensas, principalmente na época em que eu era gordinha. Eu pesava quase 80kg. Então, quando eu comecei meu canal, que foi na época do cor de rosa e do Orkut, meu canal era Vivi Martins Barbie. Mas, como eu engordei, as pessoas chegavam ao meu canal e escreviam “Barbie aonde? Se enxerga, baleia. Volta para o mar”. Me xingavam muito. Isso foi um pontapé para eu emagrecer. Daí emagreci e mudei um pouco a carreira, pois comecei a trabalhar também como modelo e participar de concursos de miss. Hoje, eu tenho mais de 15 títulos de miss, vou representar o Brasil em Arequipa, no Peru. E trabalho no país todo como modelo em eventos. E hoje a carreira está bem melhor, com muito mais alegria, mas não foi fácil chegar até aqui.


“As pessoas chegavam ao meu canal e escreviam “Barbie aonde? Se enxerga, baleia. Volta para o mar”. Me xingavam muito.”


E quando você percebeu que poderia ganhar dinheiro com seus vídeos? Eu fui contratada por uma empresa de Los Angeles logo no começo do meu canal. Então com um ano e meio de canal eu já tinha um contrato. Então logo no começo, enquanto todo mundo falava que era bobeira minha fazer esses vídeos, eu já ganhava dinheiro com eles. Mas era pouquinho. Mas essa empresa paga até hoje pelas visualizações mensais, meu canal está com mais de 800 vídeos, e todos eles me geram a renda do mês. E ainda tem as parcerias e patrocínios, que conseguimos com marcas e propagandas.

Que recado você deixa para uma fã que está pensando em abrir um canal também? Não desista. Coisas ruins virão sempre. Nem todo mundo está ali para acrescentar, para agregar. Mas persistência e força de vontade é que vão te levar até onde você quer. Pode demorar, mas, se você quer vencer, não desista. A recompensa é grande e vale a pena.

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