05/04/2018

Capitão da PM fala sobre jovem agredida em Artur Nogueira

Alexandre Hoio afirma que Letícia Santos se recusou a registrar ocorrência na noite das agressões; Jovem nega versão dos policiais

Da redação

O capitão Alexandre Hoio, comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar (PM), falou sobre o caso da jovem Letícia Fernandes Santos, que foi agredida no último domingo (1) pelo ex-namorado. O oficial explicou a conduta dos agentes na ocorrência e afirmou que a moça se negou a registrar a ocorrência na noite do espancamento. A estudante agredida, no entanto, nega essa versão.

Ao Portal Nogueirense, Hoio disse que conversou com os PMs sobre o caso. “A versão que eles me passaram foi a seguinte: ela não quis ir para o distrito policial e, no trajeto todo, ela falava que amava o rapaz e que ainda ia tentar se reconciliar com ele”, declarou o capitão. Outro motivo, segundo o comandante, para os policiais não terem levado Letícia para o plantão policial seria a ausência de hematomas na jovem.

“Quando você tem uma pancada no rosto, de imediato ele não fica roxo. Ele demora praticamente um dia para pretejar e ficar roxo”, afirmou o oficial. Segundo ele, como a ocorrência foi à noite, a moça não apresentava marcas visíveis de agressão e ainda se recusava a ir à delegacia, os policiais se limitaram a dar uma carona para Letícia até a residência dela.

Hoio defendeu a ação dos policiais. “Como que você leva ela para lá [a delegacia] se ela estava dizendo que não queria fazer nada? Não foi caso de flagrante. Não viram ele agredindo, nem nada. Ela disse que não queria ir para o distrito. Você vai levar com base no quê?”, argumenta.

Segundo ele, a conduta seria diferente se houvesse flagrante. “O flagrante no caso da Lei Maria da Penha não precisa da intenção da vítima. Mas não havia flagrante, ela já estava fora da residência, não queria ir para o distrito e não tinha nem como comprovar a agressão dela”, assevera o capitão.

“Se tivesse alguma marca aparente nela no dia, era muito mais fácil para a gente. Lógico que os policiais teriam a levado para o distrito”, garante.

O capitão Hoio destaca que a Polícia Militar repudia qualquer tipo de ofensa à mulher. “Trabalhamos para pessoas de bem e incentivamos para que mulheres que sofrem algum tipo de abuso seja físico ou psicológico nos acionem. A partir disso tomaremos as providências cabíveis”, esclarece.

O oficial ainda diz que “neste caso em especial, segundo os policiais, não teve essa demanda por parte da própria vítima. Então, por isso, não foi adotada nenhuma providência”.

Vítima rebate

Letícia Fernandes dos Santos negou que tenha se recusado a ir até a delegacia na noite do crime. “Nego totalmente. E eu não falei em nenhum momento que me reconciliaria com ele”, destacou. Segundo ela, no momento em que os policiais chegaram, o rosto dela estava sangrando. “Eu mostrei todos os meus machucados, mostrei minhas mãos para eles. Mesmo não estando roxo”, relata.

A jovem disse ainda que abrirá um processo contra o policial que disse que ela não quis ir para a delegacia após as agressões.

 

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