11/11/2016

Alimentação vegetariana para adolescentes

Dietas vegetarianas também podem atender à necessidade de atletas competitivos

Dra. Dalvinéia Santana

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O vegetarianismo é um regime alimentar que exclui do cardápio todos os tipos de carnes. Esse tipo de alimentação costuma ser classificado em ovolactovegetarianismo: que utiliza ovos, leite e laticínios na alimentação; lactovegetarianismo: que utiliza leite e laticínios na alimentação; ovovegetarianismo: que utiliza ovos na alimentação e, vegetarianismo estrito: que não utiliza nenhum produto de origem animal na alimentação.

O interesse e a adesão ao vegetarianismo têm sido crescentes. Um levantamento feito em 1994 atestou que aproximadamente 12,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos denominavam-se vegetarianas. Isso corresponde a cerca de 7% da população e a quase o dobro do número de vegetarianos descritos ao longo de um período de oito anos. Muitas são as razões que levam os indivíduos a adotarem a dieta vegetariana. Os principais motivos estão relacionados à saúde, à ética e aos direitos dos animais, ao meio ambiente, à fome, à economia e à religião.

Dietas vegetarianas apropriadamente planejadas são saudáveis e adequadas em termos nutricionais e apresentam benefícios para a saúde na prevenção e no tratamento de determinadas doenças. O profissional da nutrição tem a responsabilidade de apoiar e encorajar os que demonstram interesse pelo consumo de uma dieta vegetariana. Estudos indicam que vegetarianos costumam apresentar taxas de morbidade e mortalidade inferiores aos não vegetarianos no caso de várias doenças degenerativas crônicas. Embora fatores não dietéticos, como atividade física e abstinência de fumo e álcool, possam ter algum papel, a dieta é, claramente, um fator contributivo.

A dieta vegetariana, inclusive estrita, pode ser adotada com segurança para crianças desde o desmame, com as devidas orientações, da mesma forma que são feitas para a criança onívora. Uma alimentação vegetariana desde a infância promove o uso de alimentos mais diversificados que a dieta onívora, assim como hábitos alimentares saudáveis que tendem a acompanhar a criança até a idade adulta, auxiliando na prevenção das doenças crônicas que mais causam morte nos adultos como as doenças cardiovasculares, diabetes e diversos tipos de câncer. São limitados os dados disponíveis sobre o crescimento de adolescentes vegetarianos, embora os estudos indiquem que há pouca diferença entre vegetarianos e não vegetarianos.

As dietas vegetarianas parecem oferecer algumas vantagens nutricionais para os adolescentes. Já se constatou que adolescentes vegetarianos consomem mais fibras, ferro, folatos, vitamina A e vitamina C que os não vegetarianos. Os adolescentes vegetarianos também consomem mais frutas, verduras e legumes e menos doces, fast-food e salgadinhos de pacote que os adolescentes não vegetarianos. Entre os principais nutrientes para adolescentes vegetarianos estão o cálcio, a vitamina D, o ferro, o zinco e a vitamina B12.

Dietas vegetarianas também podem atender à necessidade de atletas competitivos. A necessidade de proteínas pode ser elevada porque o treinamento aumenta o metabolismo dos aminoácidos, mas as dietas vegetarianas que atendem às necessidades energéticas e incluem boas fontes proteicas, por exemplo, alimentos à base de soja, feijões, podem fornecer quantidade adequada de proteína sem o uso de alimentos especiais ou suplementos. Para atletas adolescentes, deve-se dar atenção especial ao atendimento das necessidades de energia, proteína e ferro.

Dietas vegans e ovo-lacto-vegetarianas adequadamente planejadas satisfazem as necessidades nutricionais de bebês, crianças e adolescentes e promovem o crescimento normal.

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Dra Dalvinéia Santana – nutricionista e especialista em nutrição clínica.

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